Já lá vão 17 anos desde que o Arsenal, liderado por Arsene Wenger, foi campeão, sem qualquer derrota, da liga inglesa.

Um feito extraordinário, tão extraordinário que nunca mais aconteceu desde então.

Lá foi coleccionando umas FA Cup’s ou umas FA Community Shield.

De resto, nada, bola, zero, niet. Nem mesmo prestações convincentes na Liga dos Campeões – e foi também por isso que o clube londrino se quis meter no plano falhado (para já) da Superliga.

 

Superliga europeia. O clubhouse dos riquinhos do futebol

 

Neste momento, está no décimo lugar da Premier League a uns impressionantes 31 pontos do primeiro classificado, Manchester City.

Talvez seja por isso que o sueco Daniel Ek, o dono e co-fundador do Spotify, resolveu confessar que está disponível a apresentar uma candidatura para liderar o Arsenal.

Aliás, já está a trabalhar com Dennis Bergkamp, Thierry Henry e Patrick Vieira (e que três lendas!) para tratar desta possível compra.

 

 

O primeiro, que representou o clube entre 1999 e 2007 (e uma curta passagem em 2012), veio dizer que “não reconhece” o próprio clube.

A ajudar a isto, estão as críticas dos adeptos – que se manifestaram, ali à volta dos três mil, no último jogo diante do Everton – à gestão da actual administração liderada pelo norte-americano Stan Kroenke, através da empresa Kroenke Sports & Entertainment.

Kroenke não parece estar muito disponível e mete dois mil milhões de euros para largar o negócio.

 

 

O problema é que a fortuna do sueco está avaliada em 3.4 mil milhões de euros, portanto, para já, o dinheiro pode ser um entrave.

Portanto, por enquanto, a ambição de um sueco que, desde pequeno, acompanha os gunners, poderá ter de esperar.

 

Um pesadelo chamado Mónaco

 

Enquanto isso, só resta ao clube londrino tentar vencer a Liga Europa e pouco mais – vai encontrar o antigo técnico, Unai Emery, que sabe o que é ganhar esta competição quase como ninguém, na meia final.

Quanto ao actual treinador, Mikel Arteta, a vida também não anda fácil.

Esta semana resolveu dizer que está farto do VAR.

Tudo está mal no reino do Arsenal, portanto.

Não sabemos se é uma boa opção, mas se isso fizer com que o Arsenal volte às luzes da ribalta, que seja.

Já dá para imaginar os adeptos a terem acesso premium às playlists dos jogadores quando estão nos autocarros a caminho das próximas partidas.

Ou a experimentar um mês grátis como treinador, adjunto, apanha bolas ou roupeiro. Uma boa ideia? Ninguém sabe.

Ao menos é uma ideia para futuro, porque parece que não há nenhuma neste projecto futebolístico.

Enquanto isso, antigos atletas deste emblema vão espalhando magia noutros “campos”.

Emmanuel Frimpong, ex-atacante, vai largar as chuteiras e voltar-se para a indústria pornográfica.

Vai seguir as pisadas do lateral-esquerdo camaronês Benoit Assou-Ekotto, que também foi pelo mesmo caminho.

Será, então, este o futuro do Arsenal?