É assente num 4x2x3x1 que a Holanda, agora dirigida por Ronald Koeman renasce.

À semelhança do Ajax que deixou marca na presente edição da Liga dos Campeões, a selecção laranja é totalmente protagonista mesmo quando não tem a bola.

Assume marcações individuais a campo todo com bola no meio campo adversário, e beneficia dos excelentes traços quer de rotação quer de capacidade de desarme de Wijnaldum e de Frenkie De Jong para roubar bolas e servir rapidamente o avançado Depay que no Lyon viveu uma época de grande sucesso.

 

 

Com bola a mobilidade é um traço habitual da identidade holandesa, e as características ofensivas de Depay, Promes e Babel casam bastante bem com as intenções de Ronald Koeman. Menos interessante é a capacidade ofensiva dos laterais, que revelam maiores dificuldades para participar de forma assertiva no balanço atacante da equipa do ex-treinador do Benfica.

 

 

Ao longo do seu percurso na selecção dos três leões, Gareth Southgate tem demonstrado possuir uma capacidade ímpar para alternar entre diferentes estruturas tácticas, sendo expectável que na prova que decorrerá em Portugal faça regressar um sistema a dois centrais.

Organizada defensivamente em 4x1x4x1, é no momento de transição ofensiva que a Inglaterra assume um poderio de nível mundial. As acelerações de Sancho e Sterling, combinadas com os movimentos ora de apoio ora de ruptura de Harry Kane, são absolutamente letais quando encontram espaço.

 

 

A matriz táctica de uma semi final que promete grande competitividade faz prever um jogo onde ambas as equipas terão dificuldades no seu processo de criação em ataque posicional. Os holandeses pela boa estrutura defensiva inglesa, e a equipa de SouthGate por menor criatividade individual quando o espaço escasseia.

Será uma semi final decidida no detalhe de um contra ataque ou de uma bola parada, e nesses momentos específicos do jogo, a Inglaterra leva vantagem pelas características individuais dos seus jogadores.