A escultura, instalação, o uso do movimento, da luz e da cor: foi esta a diversidade artística que encontrámos nos quatro dias na edição deste ano do Iminente.

https://www.moosh.pt/promocoes/view/sem-risco-50/

O Festival ofereceu-nos uma viagem de transformação, da complexidade do ser humano e dos territórios que habita: alguns mais lúdicos, celebratório, outras mais irónicas, desafiantes e provocadoras.

Um passeio ao qual a Moosh não podia faltar.

 

A Moosh está no Festival Iminente

 

Todos no Playground

O tema deste ano foi o Playground. E foi onde nós estivemos.

As obras presentes foram escolhidas ou concebidas como instalações site-specific para o recinto e mostraram-nos playgrounds diversos: desde espaços pessoais a propostas universais, por vezes polémicas ou utópicas, mas sempre em relação com as culturas urbanas que o Iminente quer tratar.

 

Para além de murais que nos trazem um storytelling em contexto urbano, já tradição no Iminente, houve uma vontade de okupar ainda mais o espaço, apostando em universos tridimensionais de maior escala.

 

O espaço da Moosh

A Moosh não podia ficar de fora e deu as mãos à artista Camila Nogueira.

A ilustradora constuiu um espaço e guiou-nos pela noite.

«A escuridão à volta e o ar é tão calmo e parado, à medida que as estrelas enchem o céu. Esta é uma daquelas noites tranquilas em que estamos todos sozinhos, desfrutando do silêncio, introspecção sobre a nossa vida, e tendo um diálogo com a escuridão, as estrelas, e a lua. É espantoso como os momentos aparentemente quotidianos podem ser tão mágicos e significativos, não é?»

O desenho de tons pesados mostrou-nos a leveza do mundo. Deu-lhe o nome de Late Night Chill.

 

 

Com ela viajámos na noite, no tempo, no espaço.

Em tons pastel, muito rosa com delicadas linhas de luz, sombra e elegância, as ilustrações de paisagens e cidades de Camila são inspiradas pela impressão japonesa (Ukiyo-e do período Edo) e pela banda desenhada franco-belga Tintin (Hergé), Astérix e Blueberry (Charlier & Giraud, aka Moebius).

Falamos também de nascer e pôr-do-sol – a perfeita “hora dourada” quando o mundo parece assumir um tom totalmente novo.

«Sou inspiradA pela própria natureza. As cores suaves da madrugada e da tarde, os pássaros a voar, a luz a atingir os edifícios da cidade e a água, as formas, os gradientes de cor do céu – é um momento mágico»

A artista descreve o seu trabalho como “realista” indo buscar influências ao mundo real – misturando-as com “elementos e cores de fantasia”.

A tenda (em tons de calma matinal e vespertina)

Foi neste sentido que surgiu o espaço da Moosh no Iminente.

Uma tenda com uma única entrada que se fechava mal a pessoa entrava – aí, o espaço enchia-se dos tons rosa (se fosse dia) ou azul (a chamar a noite).

O ambiente de paz e tranquilidade era a experiência imersiva a que convidava Camila.