O Sporting joga com o Braga no próximo sábado (20h45) para decidir a Supertaça.

O Benfica está a uma semana de um dos jogos mais importantes da época – com o Spartak na 3ª pré-eliminatória da Champions (é dia 4 de agosto em Moscovo).

O Porto é o único dos três que ainda tem dois particulares (a Roma de Mourinho e o Lyon de Peter Bosz) antes do arranque da temporada com o Belenenses (dia 8 de agosto).

 

Duas vitórias e um empate

Este domingo foi dia de leões, dragões e águias fazerm os últimos afinanços – e todos contra equipas francesas.

O campeão Sporting enfrentou e venceu o Lyon em Alvalade por 3-2.

O vice-campeão Porto bateu o campeão francês Lille no Estádio do Algarve por 2-0.

E o terceiro da época passada Benfica empatou na Luz 1-1 com o Marselha.

 

Sporting vs Lyon

Curtas Táticas da partida:

O Sporting mantém grande coordenação do seu sector mais recuado – embora tenha permitido muitas entradas para a zona de criação, isto é, permitiu que o Lyon chegasse ao espaço à frente da defesa.

A equipa de Amorim foi quase sempre capaz de neutralizar os ataques pela qualidade colectiva e individual do seu quinteto mais recuado.

 

 

Trio de luxo

No ataque, Paulinho, Pote e Jovane têm condições para formar um trio ofensivo demolidor em ataque rápido: e provaram-o contra o Lyon.

Qualidade Técnica, Velocidade e definição criteriosa – bons timings e acções técnicas adequadas.

Com espaço, e até porque defendem mais alto, e estão portanto mais próximos da baliza adversária no pós ganho da bola, são uma tripla verdadeiramente temível.

 

Defesa a 5

Com a consistência defensiva da linha de cinco, Palhinha e Matheus, dois médios de raio de acção muito largo, e as saídas velozes dos três da frente, o Sporting mesmo mantendo o modelo, volta a ter condições para continuar a evoluir.

Somente no pós substituições – com as saídas de Esgaio e Coates – a linha defensiva leonina voltou a facilitar.

 

Cara nova
Ricardo Esgaio

Foi o único reforço no 11 inicial e prova ser uma opção a ser tomada em conta.

Rotação e Resistência que lhe permite estar o tempo todo a fazer todo o corredor, ocupando posições diferentes a cada instante – avançado em momento ofensivo, Defesa em momento defensivo, capacidade defensiva no 1×1 e na articulação com o restante sector, e ainda surge a alimentar as zonas de finalização.

 

Estrela
Pote

Marcou e assistiu.

A sua qualidade de definição e altruísmo no último terço é invulgar de tão boa.

Se há possibilidade de oferecer, oferece com conta e medida aos colegas.

Se tem condições para finalizar, encontra sempre o caminho mais viável para a baliza adversária. Se pode haver perigo, dos pés de Pote haverá perigo.

A finalizar ou no último passe, Pedro Gonçalves é uma maravilha na fase em que os resultados se decidem.

 

Porto vs Lille

Curtas Táticas da partida:

A Organização permanece intacta: 4x4x2 sem bola, com Taremi e Toni Martinez na frente de ataque, e com bola, alas a voltarem para o espaço interior, dando corredores laterais à profundidade dos seus defesas laterais.

O primeiro período com dificuldades para alimentar o último terço: Marcano ainda longe do seu nível mais elevado, e Mbemba também a revelar dificuldades em posse, levaram pouco jogo até à ligação, e perante perdas da posse no meio campo defensivo, o Lille saiu por diversas vezes de forma rápida em direcção à baliza de Diogo Costa.

 

 

Sem alimentar Taremi e Toni Martinez, também porque os seus alas não tiveram jogo para desenvolver em espaços altos.

Otávio foi capaz de ser mais participativo porque baixava para ligação, mas Pepê teve poucos momentos com espaço para poder mostrar-se e ser desequilibrador.

 

Cara Nova
Bruno Costa

Marcou e ajudou a ligar o jogo.

O médio que retornou ao FC Porto foi importante na saída para o ataque, pelo apoio que foi dando aos centrais na saída.

Posicionou-se entre central e lateral e foi referência para iniciar os ataques.

No segundo período ainda surgiu nas zonas de finalização e adiantou o FC Porto

 

Estrela
João Mário

O jovem promete ser uma mais valia na temporada do Porto.

A sua capacidade para jogar com ambos os pés torna o seu jogo imprevisível.

Drible e velocidade de execução, definição no último terço, e ainda velocidade para fazer todo o corredor.

Foi o melhor na partida, e promete ter na nova temporada um ano de afirmação.

 

Benfica vs Marselha

Curtas Táticas da partida:

Alternância entre dois sistemas diferentes: 4x4x2 e 5x4x1 em Organização Defensiva.

Pouca criatividade ofensiva ao longo de toda a partida – escasseiam desequilibradores: Pizzi é um finalizador, Gonçalo Ramos também.

Rafa teve e tem momentos de notoriedade pelas suas acelerações que vai alternando com momentos erráticos e Taarabt não tem velocidade de execução e deslocamento, bem como capacidade finalizadora para ser o 9,5 que assusta oponente.

 

 

Na segunda parte, com linha defensiva mais robusta – 5x4x1, com Lucas, Otamendi e Vertonghen, o Benfica apresentou muito maior consistência no seu jogo defensivo, mas na frente, para lá das dificuldades individuais ainda perdeu relação numérica e nunca foi capaz de ser uma equipa perigosa.

Os sinais não são prometedores – mas Everton, Darwin e um novo médio farão incrementar o nível da equipa.

 

Cara Nova
João Mário

Tem sido sempre dos mais preponderantes – trouxe pausa para o ataque posicional do Benfica – definiu com critério as rotas ofensivas, progrediu quando encontrou espaço e soltou rápido sob pressão.

É um verdadeiro reforço.

 

Estrela
Rafa Silva

Foram das suas acelerações os poucos momentos de dificuldade por que passou o Marselha.

Em Transição Ofensiva, seja libertando-se logo numa primeira fase em progressão, seja recebendo nas costas, Rafa demonstrou ser o mais perigoso jogador do Benfica.