Sim, sim, Rui Vitória e Jorge Jesus vão finalmente voltar a encontrar-se.

A imprensa querem tanto que os dois andam à bulha que se esquecem o que está em causa: um lugar de acesso aos play-offs da Liga dos Campeões.

Por isso, esta terça-feira, vamos dar uma ajuda ao Benfica e falar das armas mais potentes (e mais novas) que a equipa da Luz vai encontrar já neste mês de agosto.

 

Só um dado curioso. Sabe quem foi o último treinador português a vencer na Rússia?

Está certo, foi o Jorge Jes… não, foi o Rui Vitória. Venceu o Zenit de André Vilas Boas em 2015/2016.

Pois, pois, desta não estava à espera…

 

Um Ferrari para a Champions

 

Larsson, filho

E, sendo uma equipa russa, vamos começar com um sueco, vale? Vale, pois claro.

Jordan Larsson, ponta de lança sueco, que nasceu na Holanda e ainda tem nacionalidade cabo-verdiana, de 24 anos, que vai para a sua terceira época no Spartak.

Em cerca de 60 jogos, apontou 26 golos. Nada mau. Andou por um ou outro clube sueco antes, como o IFK Norrkoping ou o Helsingborgs IF, mas também fez uma perninha no NEC da Holanda.

 

 

E o seu apelido tem peso: é filho do lendário Henrik Larsson, estrela do Celtic, Barcelona e da seleção da Suécia – ajudou a conquistar um histórico terceiro lugar no Mundial de 1994, por exemplo.

Ah, já agora, Jordan substitui Zlatan Ibrahimovic na convocatória sueca do último europeu.

Tudo grandes responsabilidades.

Curioso é perceber que dois clubes do pai (Barcelona e Celtic) já andam a rondar o próprio filho.

 

 

Escreve-se até que Jordan tem uma avaliação de 100 milhões de euros.

Entretanto, agora ao serviço de Rui Vitória, já deve saber falar melhor russo e vai tentar fazer estragos às águias.

E logo ele que tem o nome inspirado noutro lendário jogador, mas de basquetebol: Michael Jordan.

Vamos ver o que faz com as mãos na primeira mão diante do Benfica.

 

O que é isto Král?

Mudemos o chip para Alex Král. Médico defensivo checo de 23 anos.

Só conhece um clube estrangeiro (o Spartak), de resto, jogou sempre na sua terra natal, tanto no Teplice como no Slavia de Praga.

O West Ham já o quis levar – e vamos ver o que acontece neste mercado de verão – até porque tem outros compatriotas com sucesso na equipa, como Vladimir Coulaf ou Tomas Soucek.

 

 

E pode parecer fora do radar, mas a verdade é que este jovem custou cerca de 12 milhões de euros aos cofres do emblema de Rui Vitória.

Quanto ao Euro’20, fez quatro jogos e já leva 2 golos com 22 internacionalizações.

Agora sim, nada mau para quem está a começar. Quanto às duas últimas épocas no Spartak, fez quase 55 jogos.

Resta saber se o técnico português vai apostar em mais um jovem.

No Benfica até apreciava esse método, mas os ares da Rússia podem ditar o contrário.

 

Gaponov, alcunha Gaponi

Terminemos com Ilya Gaponov. Ou seja, com um jogador russo. Um central com 23 anos que não tem tido vida fácil no Spartak.

Anda lá, pelo menos, desde 2017, e não fez muitos jogos.

Aliás, fez quase tantos jogos na equipa B como fez no escalão principal.

Ganhou a alcunha de Gaponi, dada pelo antigo colega brasileiro Fernando, tentou karaté com sete anos, a seguir foi para a natação mas foi no futebol que se sentiu mais confortável.

Aliás, foi mesmo aí que descobriu a paixão, depois de ver o Mundial de 2006.

Vamos ver se esse sentimento não passa a frustração já nos próximos dias.