12 equipas, 6 lugares disponíveis e muitos milhões em jogo.

Eis o que podemos esperar destes play-offs de acesso à fase de grupos da Liga milionária.

 

AS Monaco vs Shakhtar Donetsk

É um dos pratos fortes do play-off. O confronto entre Niko Kovac e Roberto De Zerbi promete equilíbrio, emoção e golos.

Talento à solta, criatividade e velocidade de execução. O Shakhtar denota tremenda capacidade para contornar a pressão em zonas baixas e ganhar vantagem na chegada à área adversária, onde aí Traoré, Solomon, Alan Patrick e Tetê procuram acelerar e definir o último passe e finalização.

Do outro lado, a equipa de Niko Kovac deverá surgir com uma perspetiva bastante realista do jogo. Espaços fechados, agressividade sem bola, e expectativa pelo momento em que Gelson Martins poderá acelerar a partir da ala, enquanto Golovin e Ben Yedder não precisarão de demasiado espaço para deixar marca.

Um confronto de ideias e de grande espetacularidade. O jogo de posse e rasgo de pressão do Shakhtar, contra a definição em velocidade dos monegáscos.

 

Sheriff Tiraspol vs Dinamo Zagreb

O crónico campeão da Moldávia vem ultrapassando todos os oponentes que lhe têm saído ao caminho desde a primeira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, e bateu mesmo o pé ao Estrela Vermelha. Porém, dificilmente manterá trajecto tão imaculado.

O seu 4x2x3x1 assume maior preponderância no momento de sair após o ganho da bola, explorando o maliano Adama Traoré, mas o desnível individual para um Dinamo que na frente de ataque contará com a presença do internacional Bruno Petkovic é demasiado grande para se poder pensar em surpresas.

Também Ristovski e Misic, os ex leões, subirão ao relvado pelo Dinamo para marcar diferenças para a equipa moldava.

 

Red Bull Salzburgo vs Brondby

Confronto apetecível pela primazia pela velocidade e jogo aprazível de Matthias Jaissle, o jovem treinador do Salzburgo que…iniciou a carreira de treinador como assistente no Brondby.

A máquina trituradora que vem transformando a equipa da Red Bull, capaz de passar por cima com muitos golos de todos os adversários, faz prever um jogo veloz em posse e agressivo na perda. Okafor e Adeyemi serão os avançados que terão a missão de continuar a impor a sua capacidade de desequilíbrio e finalização.

Do outro lado, o conjunto dinamarquês procurará equilibrar as contas recorrendo a uma densa organização defensiva suportada por cinco defesas. Tapará os caminhos atrás, mas por outro lado sentirá dificuldades para travar construção austríaca.

Toada do jogo, bola, e criação deverão ser marcas do jogo do Salzburgo, que procurará com a sua “fúria” ofensiva resolver a eliminatória em casa.

 

SL Benfica vs PSV

É o confronto mais apetecido do play-off.

Benfica e PSV reeditam a que foi outrora a final da Taça dos Campeões Europeus. A equipa de Roger Schmidt tem uma matriz ofensiva muito vincada e talento imenso nas alas atacantes.

Madueke e Gakpo trazem a velocidade e imprevisibilidade nas situações de 1×1, e a equipa de Jorge Jesus terá de estar bastante segura no momento da perda, porque os seus laterais não terão argumentos para em campo aberto (espaço largo) pararem a velocidade dos extremos “holandeses” sem o apoio de coberturas próximas.

A chegada de Götze como segundo avançado, alternando posicionamentos entre linhas com ataque às costas da defensiva do Benfica, bem como o suporte de van Ginkel, e os movimentos de apoio do avançado Zahavi, serão problemas que o Benfica possivelmente só resolverá recorrendo ao sistema de três centrais.

É ainda incerto o modelo que Jesus levará a jogo. Em casa e sem que os golos fora contem em caso de empate, trazer dois avançados – Yaremchuk e Gonçalo / Luca ou o próprio João Mário, trará um Benfica com maior chegada em transição ofensiva – aos dois avançados juntar-se-à Rafa e Everton pelas alas -, e provocará constrangimentos vários a um PSV que tem precisamente na sua forma de defender as suas maiores dificuldades.

Um confronto entre ideias ofensivas, com abordagens previsivelmente menos conservadoras, e talento atacante, sugerem promessa de emoção e golos na Luz.

Benfica. Chegou e sobrou para o ultra-defensivo Spartak

 

Young Boys vs Ferencváros

O rígido 4x4x2 do conjunto suíço orientado pelo americano David Wagner, contará como principais forças desequilibradoras a velocidade dos homens da frente. Jordan e Elia partindo de posições mais adiantadas, e Fassnacht e Ngamaleu a chegarem de fora para dentro.

Já Peter Stoger, o austríaco que lidera o Ferencváros, quererá retornar à Champions depois da presença da temporada passada, assentando o seu jogo num 4x3x3, que tem na velocidade do avançado da Costa do Marfim, Franck Boli, a ameaça maior à organização suíça.

Um confronto que se espera de perdas da posse que possibilitem sucessivos contra ataques, e jogadas menos criteriosas, mas passíveis de serem “desembrulhadas” pela velocidade dos quatro homens da frente da turma suíça.

 

Malmo vs Ludogorets

Jon Dahl Tomasson orienta o Malmo e como seria de esperar a sua proposta de jogo assenta no muito nórdico 4x4x2. Organização defensiva cuidada, linhas juntas e primazia por um jogo de grande robustez física que defensivamente coloca dificuldades aos adversários, mas que vai sentido dificuldades criativas.

Rakip, o médio que o Benfica emprestou ao Palace está de volta ao Malmo e será elemento em foco partindo da posição de ala direito, enquanto o croata Colak ficará encarregue de materializar em golos a produção ofensiva da equipa sueca.

Do outro lado, Josué Sá, o central formado no Vitória de Guimarães e Claude Gonçalves, o duro médio centro ex-Gil Vicente, serão figuras de cartaz num conjunto que terá no seu ala direito, o brasileiro Cauly Oliveira que passou pelas Ligas Alemãs, o principal desequilibrador.

Promessa de um confronto que alterna a rigidez tática do Malmo com a maior criatividade do Ludogorets, numa partida de nível técnico médio baixo, mas cujas diferenças de estilo fazem prometer emotividade.