A meia-final deste ano da Liga dos Campeões tem o condão de reunir quatro dos treinadores mais estudados da última década.

Com a particularidade de reunir téncicos cuja marca nas últimas temporadas foi a de sucesso retumbante.

A primeira eliminatória de acesso à final joga-se hoje em Madrid: Real-Chelsea. Ou Zidane-Tuchel.

«A minha equipa tinha isto quase padronizado: jogar pelos corredores e tentar ganhar a linha de fundo verticalmente. Não queríamos jogar desta maneira. Queríamos jogar através de passes diagonais mais incisivos a partir de trás, de dentro para fora e depois de fora para dentro, e isso era um dos nossos princípios. Então cortámos os cantos do campo nos nossos treinos, ou seja, o campo fica disposto sob a forma de diamante e fazíamos todos os exercícios – jogo formal, jogos reduzidos, jogos de posse – com essa disposição. Assim, criámos condições para forçar a criatividade dos nossos jogadores através das condições do ambiente. E isso mudou o meu papel como treinador: eu não quero ser o treinador que está sempre a parar o treino cada vez que um jogador faz um passe vertical ao longo da linha lateral e diz: “Não! Quantas vezes já vos disse para jogarem na diagonal?!”, eu não quero ser este tipo de treinador, já não resulta. Assim já não necessito deste tipo de intervenção e em vez disso posso observá-los, perceber como eles lidam com esse constrangimento do espaço e ajudá-los a melhorar» Tuchel

 

5 Jogos 7 Sistemas de Tuchel em Paris

Em Londres o treinador alemão estabilizou o sistema e opta invariavelmente por apresentar três defesas centrais.

 

Taremi. Uma bicicleta fora de horas

 

Opção que confessou estar relacionada com as características do plantel à sua disposição.

Último Jogo do Chelsea na Champions: derrota 1-0 com o FC Porto.

«O mais importante não é a estrutura, mas sim a forma como a vivemos, como toda a gente respeita os princípios – como atacamos, como defendemos… Neste momento começamos com uma linha de 3 na defesa e um duplo pivot devido às características dos jogadores» Tuchel, Entrevista com Rio ferdinand

O 3x5x2 dos Blues orientados por Tuchel enfrentará o 4x3x3 dos Merengues de Zidane.

Último jogo na Champions League do Real Madrid: empate 0-0 em Anfield.

«A única coisa que nos interessa é conseguir arranjar maneira de não correr tanto. Como se faz isso? Guardando a bola, tendo-a sempre mais tempo que o adversário, inclusive quando jogamos com o Barcelona…» Zidane

Fadado para as grandes competições e para os grandes confrontos, Zidane continua anos volvidos a apostar num meio campo de grande critério e gestão dos ritmos de jogo, protegidos pela agressividade defensiva de Casemiro.

O crescimento de Vinícius e Valverde, e a forma como Benzema se associa em zonas de criação aos trabalho criativo dos médios, serão armas de uma equipa que alia a qualidade do jogo posicional que fascina o seu treinador a uma capacidade ímpar de acelerar no pós ganho da bola.

 

O outro caminho para as meias-finais