A corrida à final de Istambul continua.

Depois de Real e Chelsea terem disputado o primeiro jogo da meia-final da Champions, segue-se o outro de acesso à final: PSG-Man City.

O camalẽao Pochettino contra o imutável Pep.

O técnico argentino guiou o Tottenham até à final da Liga dos Campeões em 2019 e está de regresso à competição milionária.

Agora para dirigir um conjunto de individualidades realmente capazes de o guiar até ao título maior.

 

Trio apaixonante

A forma como Pochettino encaixa Neymar-Di María-Mbappé, um dos trios mais apaixonantes da última década no futebol europeu, é potenciadora de uma velocidade estonteante no ataque ao último terço adversário.

 

Pochettino fez em 11 dias o que não conseguiu em 11 anos

 

Combina um meio campo a dois capaz de alimentar as zonas de criação – Paredes é tremendo na forma como encontra os colegas mais adiantados – mas também com capacidade de recuperação da posse notória – Gueye rouba e entrega bolas limpas para potenciais desequilíbrios em momento de Transição.

Última partida do PSG de Mauricio Pochettino contra o Bayern: 0-1.

Pochettino depois de cinco anos de constante sucesso no Tottenham

  • porque sucesso é superar as expectativas e não somente conquistar troféus, se a realidade envolvente não os torna prováveis

e um início de temporada infeliz que lhe custou o lugar, chega à semi final da Champions depois de somar 3 golos em Munique e 4 na Catalunha perante o Barcelona.

Prometedor.

 

Mbappé (e Neymar) foram a Munique vingar Lisboa

 

Pep, Imutável

O aperfeiçoamento do modelo ao limite, o potenciar das individualidades, o exacerbar do lado estratégico em cada pormenor.

Como aquele que lhe valeu o golo no Estádio da Luz aquando da sua passagem pelo Bayern, nos quartos-de-final da Champions 2-2:

 

 

Agora no City, Pep Guardiola:

  • trouxe Foden para jogo
  • fez crescer com bola Rúben Dias, o central (quase) imbatível que controla os espaços largos na Transição Defensiva
  • continua a a potenciar o talento individual de Mahrez
  • e o desequilíbrio de Sterling
  • enquanto alterna a forma como defende, sempre pensando em como atacar

Do duplo pivot no meio, que faz de Bruyne defender mais alto e estar em jogo mais alto no momento de acelerar, ao posicionamento híbrido dos laterais e extremos, tudo no City é pensado em função do que mais importa.

 

 

Como vamos ter a bola, como vamos ferir o adversário.

Seja em ataque posicional ou cada vez mais, aproveitando também o contra ataque.

Afinal, há que voltar ao topo da Europa e conquistar a terceira orelhuda.

Último jogo do City na Champions League: vitória em Dortmund 1-2.