Há lá melhor coisa que a Liga dos Campeões.

Depois de um primeiro dia com algumas surpresas e peripécias, nomeadamente a derrota do United diante do Young Boys.

Ou o facto de terem existido quatro expulsões em quatro jogos diferentes — sinal de que a rapaziada estava com vontade —, avançamos para o dia 2 da liga milionária.

Para não dizerem que somos tendenciosos: olhamos para todos os jogos que não incluem equipas nacionais.

 

Besiktas x Dortmund

O grupo do Sporting começa a jogar-se mais cedo.

O Besiktas é um dos quatro líderes da Super Liga turca — a meias com Fenerbahçe, Konyaspor e Trabzonspor — e é sempre um osso duro de roer quando joga diante dos seus adeptos.

A isto acresce o facto de ter resgatado Miralem Pjanic ao Barcelona e Michy Batshuayi ao Chelsea.

O Dortmund é um dos tubarões do futebol alemão e vem de uma vitória épica por 3-4 no terreno do Leverkusen. E quem tem Erling Haaland arrisca-se sempre a ganhar.

 

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Sheriff Tiraspol x Shakhtar

Tiremos o chapéu a esta equipa moldava.

Para atingir a sua primeira participação na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Sheriff Tiraspol veio da primeira ronda de qualificação.

Venceu quatro rondas, entre elas eliminatórias com o Estrela Vermelha e o Dínamo de Zagreb, ou seja, o mérito é por demais evidente.

Na sua estreia, defronta um Shakhtar habituado a estas andanças e que, agora liderado por Roberto de Zerbi, quer reencontrar o caminho para o sucesso, quer em competições internas, quer nas competições europeias.

A eliminação do Mónaco no play-off de acesso à Champions é um bom sinal.

 

Club Brugge x PSG

Com a chegada de Messi e a permanência de Mbappé, o mundo acha que o PSG tem uma mão na taça.

Mas todos sabemos que a Liga dos Campeões é uma travessia complexa e que plantéis recheados de estrelas nem sempre ganham competições.

 

Barça sem Messi pela primeira vez desde 2004 (é assim que vai enfrentar o Bayern)

 

O que é certo é que neste jogo inaugural do Grupo A — onde também estão City e Leipzig — o campeão belga terá seguramente muitas dificuldades em debater-se com o PSG.

A sua grande luta parece ser uma tentativa de chegar ao terceiro lugar, que dá acesso à Liga Europa.

 

Inter x Real Madrid

Um dos jogos mais interessantes deste segundo dia de Liga dos Campeões é, inegavelmente, este Inter x Real Madrid, que já o ano passado tinham ficado juntos na fase de grupos tendo o clube espanhol vencido por duas vezes (0-2 em Milão; 3-2 em Madrid).

 

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Um Inter que, claro, perdeu Lukaku, mas que ainda assim contratou Çalhanoglu, Dzeko, Dumfries, Correa e que perdeu os seus primeiros pontos na Serie A na última jornada diante da Sampdoria, depois de estar a vencer por 0-2.

Quanto ao Real, tenta refazer-se, novamente sob a batuta de Carlo Ancelotti, que já levou os merengues à conquista de uma Champions.

Parece difícil repetir o feito, mas com Ancelotti nunca se sabe.

 

Liverpool x Milan

Outro belo jogo em perspectiva em Anfield.

O Liverpool, que parece logo outro agora que já conta com Virgil Van Dijk, é um dos quatros líderes da Premier League a meias com United, Everton e Chelsea.

Tem jogado um futebol muito interessante, a fazer lembrar o velho Liverpool, com Fabinho e Henderson a mandar no meio-campo, Jota, Salah e Mané diabos soltos na frente.

A coisa parece bem encaminhada para os Reds. Do outro lado vai estar um Milan que já não estava presente numa fase de grupos da Liga dos Campeões desde 2013-14.

Só isso já é enorme motivo de celebração.

Mais o facto de os comandados de Stefano Pioli terem três vitórias em três jogos na Serie A, tal como a Roma e o Nápoles.

 

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Manchester City x Leipzig

Pep Guardiola deve ter precisado de uns dias para recuperar da derrota com o Chelsea na final da Liga dos Campeões do ano passado.

Achava que era deste que erguia o troféu para os ingleses, mas o Thomas Tuchel fez questão de estragar a festa.

 

N’Golo de Havertz na festa de Kanté (e do Chelsea)

 

Agora, o caminho retoma-se e logo com uma jornada inaugural com o Leipzig, clube de André Silva que agora tenta encarrilar órfão de Julian Nagelsmann, que foi comandar o Bayern Munique.

Jesse Marsch vai tentar fazer esquecer o jovem treinador alemão, mas sabemos que a tarefa não se afigura fácil, sobretudo num grupo com City e PSG.