Depois de uma péssima primeira parte dos dragões diante do Boavista – já reconhecida por Sérgio Conceição – a única coisa boa que toda a gente destaca daquele jogo é o abraço entre pai e filho Conceição, depois do mais novo ter marcado um golo, entretando invalidado pelo VAR.

A estreia de um miúdo de 18 anos foi interrompida por uma tecnologia. Não há maior ironia do que esta. Ok, boomer.

Francisco Conceição, que fez a estreia pela equipa sénior dos dragões, pode muito bem ter conquistado milhares de adeptos.

 

Mas não é certo que o atacante passe já a figurar nas opções do pai.

13 minutos em campo não chegam para provar rigorosamente nada.

A não ser que o jovem já tenha feito toda uma carreira, com uma subida a pique, que demonstra que a idade não é um problema. Isto se estivesse noutro clube, como o Sporting.

A frase pode ser provocadora mas faz algum sentido.

Francisco esteve seis épocas no Sporting. Seis. Podia perfeitamente ser titular da equipa de Rúben Amorim, que este ano resolveu voltar à formação – e com ganhos óbvios, até agora, por estar em primeiro lugar, gastando muito menos dinheiro do que os adversários.

Jogou com Tiago Tomás, Nuno Mendes ou Eduardo Quaresma.

Mas o “Messi do Olival”, decidiu rumar a norte, para junto da família.

Quando andava pelos sub-17 dos azuis e brancos, chegou a marcar 15 golos em 17 jogos.

Antes tinha andado pelo Padroense, clube satélite do FC Porto, onde fez apenas 17 partidas.

Portanto, primeiro juniores, depois equipa secundária, fazendo, em 15 partidas, quatro golos na II Liga – e jogando com o irmão Rodrigo, também.

 

Depois, ali nos idos de 2019, foi chamado por Sérgio para ser incluído no clássico contra o Benfica.

O adeus de Nakajima, uma possível lesão de Octávio, têm ajudado a que Francisco, talvez a muito custo (ou não, de todo) do pai, mereça uma oportunidade maior.

 

É esquerdino, pode (e talvez deva) ser extremo mais na ala direita.

Resta saber se aqueles 13 minutos são suficientes.

Quanto à família, o outro irmão, outro Sérgio, está no Estrela da Amadora e Moisés anda pelo Rio Ave com 19 anos. Falta um, com 4 anos, mas ainda não tem idade suficiente para quebrar corações. Pelo menos em campo

A verdade é que o técnico dos azuis e brancos até gosta de usar os jovens da formação.

E, caso não vença nada este ano – tem esta terça-feira uma Liga dos Campeões para enfrentar – pode ser forçado a fazer esse investimento.

Resta saber se o filho quer ser o novo João Félix – ou o novo Renato Sanches, ou até o novo português no Wolverhampton – ou se quer continuar no dragão.

Tem também a opção de ficar no Olival e tentar tirar lugares históricos de grandes jogadores portugueses do FC Porto como Fernando Gomes.

O que é que pesará mais na hora de decidir?