O triturador Guardiola contra o revolucionário Tuchel.

O homen que transformou o City numa máquina contra o homem que trouxe sal e pimenta para o Chelsea.

É a final da Liga dos Campeões, na casa emprestada pelo Porto.

City é favorito, mas o Chelsea venceu o último jogo entre os dois.

 

 

 

Novo City

O novo City de Guardiola transformou-se novamente numa máquina trituradora.

Capaz de aliar os resultados às exibições competentes, pelo crescimento que demonstrou nos momentos do jogo onde tinha mais dificuldades.

 

A outrora melhor equipa do mundo em Organização Ofensiva, é hoje ainda mais forte porque a inclusão de Rúben Dias trouxe controlo na Transição Defensiva – Momento do jogo onde o City tanto sofria.

Mas também ofensivamente é hoje uma equipa bastante mais perigosa.

Aproveita os espaços que se abrem quando recupera a bola e a aceleração de Mahrez e Foden em Transição, ligando com De Bruyne que parte de um posicionamento mais alto, é absolutamente letal.

 

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Tuchel, o revolucionário

Do outro lado, Tuchel revolucionou o insosso futebol do Chelsea.

Partindo de um sistema com 3 centrais, que se desdobra do 5x2x3 no momento defensivo, num 3x4x3 a atacar, o Chelsea tem no extraordinário Kanté o homem que segura toda a estrutura tática da sua equipa e que permite a Jorginho pensar e definir com critério o jogo dos “blues”.

Na frente a criatividade e velocidade de execução de Mount junta-se à veia goleadora de Timo Werner e aos recursos técnicos do “gigante” Havertz.

Em 4x4x2 a Defender, com saída veloz pelos dois alas e os dois avançados – Eis como o City se prepara para agredir o Chelsea

 

Para o Porto fica a promessa de um jogo TOTAL – Total pela competência e capacidade de ambas as equipas de serem completas no seu jogar.

O Pressing sobre a construção será uma constante de parte a parte, o desejo de assumir o jogo em posse, e ainda mais o perceber a necessidade de acelerar em Transição sempre que o espaço abrir, será uma constante entre as obras completas de Pep e Tuchel.

Condicionar em 2×3 da Construção oponente

 

 

FAVORITO?

O Chelsea venceu o City no mais recente encontro entre ambos.

A utilização dos três centrais permitirá controlar com mais eficácia a saída veloz dos quatro da frente do City em Contra Ataque.

Ainda assim, o tremendo nível e velocidade que Foden imprime no jogo no momento de Transição, bem como a definição assertiva de De Bruyne dão ao City um possível ascendente nas poucas oportunidades que surgirem para contra atacar.

Em Organização, e pese embora serem ambas equipas cuja matriz tática prioriza tal momento, as dificuldades para encontrar a criação e o golo deverão ser maiores.