Em 2017 o mundo era ligeiramente diferente.

Ainda não havia pandemia, António Guterres era eleito o novo secretário-geral da ONU e o letreiro de Hollywood seria vandalizado.

E o Sporting, comandado por Jorge Jesus, ficava em terceiro lugar no campeonato e também na fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

Regresso do leão à Champions

O leão não voltaria a pisar este palco até 2021, onde, entre outras, vai defrontar o Ajax, bicampeão holandês.

Mas para aquela que é apontada como uma das melhores escolas de formação do mundo, será que ainda tem no plantel tanto talento jovem como antigamente?

 

A máquina do Ajax

A resposta é um pouco vaga.

Há 10 jogadores holandeses na equipa liderada por Erik ten Hag.

De resto, há várias nacionalidades com jovens talentos que encontram no Ajax uma oportunidade de se projetar para palcos maiores – ainda que este emblema tenha estado nas meias finais da competição há dois anos.

E depois, esta é a equipa que tem 5 jogadores jovens nas escolhas do NxGn, que escolhe os melhores talentos no futebol todos os anos.

 

Devyne Rensch

Portanto, e para não estar só a falar das grandes vedetas Ryan Gravenbercg ou Bran Brobbey (que fugiu para o Leipzig), comecemos pelo eixo da defesa com Devyne Rensch, de apenas 18 anos, homem da casa, lateral direito.

Na sua primeira época a vestir a camisola sénior, fez 27 jogos e três golos.

Problema? Ficou-se pelas duas assistências.

 

 

Mas enfim, ainda há pouco tempo andava pelos sub-19 – e com participações no campeonato do mundo de sub-17 de 2019 – portanto, tudo a seu tempo.

E a verdade é que “só” foi para um clube profissional aos 13 anos, o que é estranho no país já que vários talentos começam assim aos 8 anos.

De resto, vale a pena dizer que tem mais potencial atacante e mais pulmão, já que é dos mais novos. Por isso, Pedro Porro, põe-te a pau, põe.

 

Antony

Viajemos até ao Brasil sem sair dos Países Baixos: Antony, avançado de 21 anos.

Esteve nos jogos olímpicos, participou em seis jogos mas não marcou nem um golo mesmo tendo a sua seleção ganho a competição.

Veio do São Paulo, onde fez até agora grande parte da sua carreira, mas ainda passou pelo Grémio Osasco em 2013.

 

 

Esteve com um pé no Bayern de Munique só que o Ajax não o deixou sair.

O ano passado, em 46 jogos fez 11 golos e nove assistências. Nada mau, ah pois não.

Chegou a estar na lista de dispensas em emblemas anteriores mas acabou por custar cerca de 16 milhões de euros aos cofres do Ajax.

E convém esclarecer: este rapaz foi substituir o marroquino e estrela da equipa Hakim Ziyech, que foi para o Chelsea.

Mais uma vez, o Sporting que se cuide, principalmente àquele pé esquerdo.

 

Edson Álvarez, a Machín

Terminamos no meio campo com Edson Álvarez, “Machín”, de 23 anos, médio defensivo do México.

É o mais velho dos jovens referidos por aqui, e também aquele que começa a ficar mais conhecido, especialmente no seu país. Vem do América e em quase todas as épocas marca, pelo menos um golo.

 

 

Pode jogar a central, a lateral mas toma quase sempre o seu lugar como médio defensivo – ao lado do colosso em ascen~sao Ryan Gravenberch.

Em miúdo, jogava com jogadores mais velhos do que ele, agora já anda pela seleção mexicana (48 jogos, dois golos) e é até dos atletas mais escolhidos na Fantasy da Liga dos Campeões – ao lado de nomes como Haaland, Kanté ou Messi.

Já agora, também sabe o que é marcar golos nesta competição.

Ou seja, “é o mexicano mais feliz da Europa”, depois de ter estado tempo sem jogar ou de estar a lutar para ganhar a confiança do técnico do Ajax, como lhe chamou o jornal espanhol “Marca”.