Porto vs Portimonense
1.15 – 7.00 – 17.25

A Pantone escolheu a cor para 2019: é o “Living Coral (Coral Vivo)”, uma junção de natureza e mundo digital, mas também uma expressão de leveza e conforto.

Tudo o oposto deste Porto de Sérgio Conceição, que parece ainda viver no Ultra Violeta, a cor escolhida para 2018 – um tom de roxo dramaticamente provocante, místico, eletrizante, dramático e futurista. Em contraste com o tom bem mais leve e luminoso do Coral Vivo.

 

 

Depois da expulsão no Bessa, o treinador do Porto explica por que gosta de viver neste tom.

“O jogo contra o Boavista é sempre difícil, sempre um dérbi muito disputado e intenso. Não contava, sinceramente, que o Boavista não jogasse futebol. Outro candidato ao título, que foi ao Bessa no início da época, sofreu 12 faltas e, contra nós, o Boavista fez o dobro. E houve tantas outras que não foram assinaladas. Nos primeiros 15 minutos o árbitro começou a perder o jogo – houve três ou quatro minutos de tempo útil.

“E eu, aos 95, que comemoro – é verdade, com um palavrão pelo meio – sou expulso e depois, na televisão, ouço dizer que sou uma vergonha e ninguém fala das faltas e dos cartões amarelos ou vermelhos que ficaram por mostrar. Do tempo útil de jogo ninguém fala.

“E o golo do éder? Vocês que estão aqui na sala, nós que somos portugueses, ninguém soltou um palavrão? Não é normal? Tirando se estivesse na missa, claro. Os golos do éder, para mim, são todos os jogos do Porto. São vividos com emoção e paixão, o que querem que faça? Não consigo viver sem paixão. Olha, metam-me numa jaula, não me mandem para o banco. Disse um palavrão, é verdade. E disse também “toma…” qualquer coisa. Pronto, foi isto.”