Vem aí a dupla Jornada para apurar a Final 4 da Liga das Nações.

Estamos a falar da recepção de Portugal à França poderá desde logo sentenciar as contas do apuramento em caso de vencedor.

Um verdadeiro confronto de titãs que colocará frente a frente o Campeão da Europa perante o Campeão Mundial.

A equipa de Deschamps tem curiosamente, uma matriz de jogo muito próxima da portuguesa. Rigor tático no momento defensivo, linha defensiva e média que não se desorganiza com bola, e uma primazia por atacar a baliza adversária em momentos de Transição.

 

Griezmann entre linhas procura receber para lançar a velocidade de Martial e Mbappé, os velocistas que jogam mais adiantados. Nas costas do trio ofensivo uma série de jogadores de grande robustez física protege a baliza de Lloris.

Fernando Santos já deu a entender que Portugal entrará em 4x3x3. Previsivelmente partirá de um 4x1x4x1 no momento defensivo, com Danilo a proteger a linha média que se juntará com Bruno Fernandes, William Carvalho e os alas – Bernardo ou Jota sobre a direita, e João Felix sobre a esquerda, enquanto o lugar mais adiantado está guardado para o eficaz Cristiano Ronaldo.

 

Um conforto entre talento e rigor tático que procurará não dar espaço a que o talento surja. Essa será a matriz de parte a parte. O factor casa parece mais dissimulado pelos constrangimentos com o público, e tudo o que parece garantido é um jogo de elevado quilate técnico e táctico, mas com pouca criação, pelas densas organizações defensivas, e cuidados aquando da posse, para que nunca se acabe exposto.

Se não selar o apuramento na recepção à França, Portugal chegará terça feira, dia 17 à Croácia com a obrigação de vencer.

 

Com diferentes alternativas que permitirão a Fernando Santos mexer na equipa sem perder qualidade – Diogo Jota, Renato Sanches, Rúben Neves são alternativas claras ao refrescar da equipa – Portugal deverá surgir na Croácia preparado para um jogo mais “aberto” até pela forma como a equipa de Dalic se comporta.

Modric e Badelj formam uma dupla de meio campo que prima bastante mais pela criatividade e capacidade para colocar a equipa a jogar do que pela protecção à sua linha defensiva, e tornam a matriz da partida logo substancialmente diferente do primeiro jogo de Portugal no duplo confronto.

 

Mesmo que de matriz táctica substancialmente diferente pela forma como os croatas gostam de assumir o jogo, e priorizam o talento e o jogo ofensivo, a partida nunca se afigurará de fácil resolução, embora o tremendo talento de Felix e Bernardo tenha condições para fazer a bola chegar a Ronaldo em situação de aumentar pecúlio pessoal e devolver Portugal à final 4.

No Grupo 1, a Itália é quem reúne melhores condições para garantir o apuramento para a final 4. Receberá a Polónia em desvantagem pontual, mas a vitória guiará a equipa de Mancini até ao primeiro posto que terá de ser mantido na viagem até à Bósnia.

 

Só duas vitórias permitirão à seleção Italiana chegar ao primeiro posto, mas a perspectiva de cada um desses confrontos é positiva. A Polónia que lidera com mais um ponto depois da visita a Itália receberá a Holanda e poderá permitir ultrapassagem sobre a meta.

Definição mais rápida poderá ter o Grupo 2. Se a Bélgica vencer a Inglaterra na recepção que ocorrerá já na primeira ronda do duplo confronto, as contas do grupo ficarão fechadas.

 

Mas mesmo o empate deverá servir ao conjunto de Martinez, que precisará apenas de confirmar o apuramento na ronda final quando também receber a Dinamarca.

De mais difícil resolução encontra-se o Grupo 4. A Espanha lidera com 7 pontos, enquanto com 6 a Alemanha e Ucrânia procuram chegar à frente.

A visita ao campo da Suíça poderá guiar a equipa de Luis Enrique até a uma última jornada onde precisará apenas do empate.

Contudo, para o final está guardado um Espanha vs Alemanha. Confronto de grande nível individual e colectivo, de vencedor incerto.

Embora partindo de posição vantajosa pela pontuação e porque receberá a Alemanha, a renovada equipa espanhola terá de se apresentar ao seu melhor para poder chegar à ronda final.