Vem aí a Fórmula 1, a época começa no domingo em Spielberg, na Áustria, e Hamilton tem a oportunidade de igualar Schumacher se conquistar o sétimo título. Mas a luta do único piloto negro na F1 é outra.

O inglês, usando também o seu protagonismo, está por trás do movimento que transformou o carro da sua equipa mas também da própria Fórmula 1.

A F1, que faz este ano 70 anos, anunciou nos últimos dias a criação do programa “We Race as One” com ações voltadas para a inclusão de pessoas de diferentes etnias, género e orientação sexual nas pistas e também nos quadros de funcionários das equipas.

O empenho de Hamilton levou também a Mercedes a dar um passo arrojado.

A equipa apresentou na segunda feira o bólide e este apareceu todo negro. E não é só a cor que enviará uma mensagem contra o racismo. Além da cor haverá uma mensagem no carro e os dois pilotos da equipa também usarão um macacão preto.

A equipa de Lewis Hamilton, hexacampeão atual detentor do título, vai abadonar momentaneamente a cor prata que tem identificado historicamente a escuderia para se abraçar à luta contra o racismo. Mas terá também uma frase.

Além da nova pintura, os veículos de Hamilton e de Valtteri Bottas terão a mensagem “End Racism” no protetor do cockpit.

«It’s so important that we seize this moment and use it to educate ourselves whether you are an individual, brand or company to make real meaningful changes when it comes to ensuring equality and inclusivity» Hamilton

Hamilton tem participado em várias manifestações que têm surgido em todo o mundo desde a morte de George Floyd e tem pedido uma posição mais firme dos outros pilotos da F1.

 

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E o chefe da Mercedes quis dar o exemplo. “Racismo e discriminação não têm lugar na nossa sociedade, no nosso desporto ou na nossa equipa. Essa é uma premissa central na Mercedes”, escreveu Toto Wolff num comunicado.

“Esperamos utilizar a nossa voz e a nossa exposição global para pedir respeito e igualdade”.

«When I spoke to [Mercedes boss] Toto Wolff about my hopes for what we could achieve as a team, I said it was so important that we stand united. I would like to say a huge thank you to Toto and the Mercedes Board for taking the time to listen, to talk, and to really understand my experiences and passion, and for making this important statement that we are willing to change and improve as a business» Hamilton

Apenas 3% dos funcionários da Mercedes se identificam como parte de grupos de minorias étnicas. E apenas 12% do total são mulheres.