No filme de 1979, Mad Max é Max Rockatansky um polícia interpretado por Mel Gibson que impõe a lei numa Austrália infestada por gangues destruidores de motociclistas.

No GP do Brasil deste fim de semana, Max Verstappen é piloto da Red Bull e luta com Esteban Ocon, francês da Force India, para manter a lei no circuito.

O belga da Flandres ia na frente da corrida quando Ocon, com uma volta de atraso, não cedeu passagem e atirou com Verstappen para fora da pista.

Verstappen virou Mad Max e, ao terminar a corrida em segundo, atrás de Hamilton (que aproveitou a escaramuça para chegar à liderança e cortar a meta em primeiro), quis ajustar contas com o francês. E agrediu-o nas boxes.

 

 

Os dois pilotos foram contidos. Trata-se, aliás, de uma rivalidade antiga, desde os tempos em que ambos corriam na F-3. Em 2014, Ocon foi campeão da categoria numa disputa com Verstappen.

Quando Hamilton cruzou a meta, os brasileiros foram ao delírio. Sem um piloto do Brasil na Fórmula 1 pela primeira vez desde 1970, os fãs adotaram o britânico pelo carisma e pelo seu carinho ao país onde nasceu o seu maior ídolo, Ayrton Senna, homenageado no capacete dele.

Mas Verstappen, no segundo lugar, deixou o seu recado a Hamilton. O jovem de 21 anos mostrou ao veterano de 33 que deverá ser um dos seus maiores rivais nas próximas temporadas.

Além da vitória de Hamilton, o quinto lugar de Valtteri Bottas deu à Mercedes o título de construtores desta temporada, com a Ferrari em segundo e a Red Bull em terceiro.

Bottas, aliás, quebrou um recorde e registou a volta mais rápida da história de Interlagos em corrida: 1min10s540.