Não há volta a dar: Portugal tem de entrar a ganhar no Grupo da Morte deste Euro 2020.

Depois de saber que tinha os dois últimos campeões mundiais no grupo (Alemanha em 2014 e França em 2018), só resta a Portugal abrir a prova com uma vitória sobre a Hungria.

O histórico com os húngaros é favorável a Portugal, mas os jogos de abertura em fases finais já não é tanto assim.

Em 14 encontros Portugal nunca perdeu com a Hungria:

  • 13 jogos
  • 9 vitórias 
  • 4 empates
  • 30-10 em golos
    A seleção de Fernando Santos venceu os últimos 2 jogos com os húngaros (de qualificação ao Mundial 2018) mas empatou 3-3 no Euro 2016

 

 

Só que neste século só por duas vezes a seleção portuguesa se estreou com uma vitória nas grandes comeptições:

  • Mundial 2006
  • Euro 2008
    ambos com Scolari

Tirando esses dois triunfos os outros oito dividiram-se entre empates e derrotas.

Foram 4 empates – mas nenhum deles impediu a qualificação para as fases seguintes dos Mundiais de 2010 e 2018, do Euro 2016 e da Taça das Confederações de 2017.

 

França- Alemanha. Quando os alemães vão Löw, será que os franceses vão high?

 

4 derrotas 

As derrotas, duas aconteceram nos Campeonatos do Mundo de 2002 e 2014 – e foram prenúncio de desgraça.

O desaire com os EUA no Mundial Coreia/Japão em 2002 ditou o terceiro lugar do Grupo D e a respetiva eliminação:

  • atrás dos coreanos e americanos e apenas à frente da Polónia

Em 2014, a goleada sofrida com a Alemanha no primeiro jogo do Mundial atirou novamente Portugal para o 3º lugar:

  • atrás dos alemães e EUA e à frente do Gana

 

Schick, um chapéu à Poborský de 45 metros

 

Desaires com Grécia e Alemanha

Em 2004 e 2012 as derrotas nos jogos inaugurais não impediram Portugal de seguir em frente.

No Euro 2004 em casa Portugal atingiu mesmo a final e em 2012 chegou às meias-finais do Europeu da Ucrânia/Polónia.

 

A Hungria de Rossi e o campeão Portugal

A Hungria de Marco Rossi surgirá também organizada com cinco defesas e a concentração defensiva e capacidade que demonstra para não possibilitar momentos de transição ao adversário, são as marcas mais notórias de uma equipa que qualquer ponto que venha a somar, será desde logo uma grande surpresa.

Portugal de Fernando Santos é o vencedor em prova.

A selecção lusa jorra talento em todos os sectores e junta no seu 11 uma série de jogadores que disputam as competições mais conceituadas do mundo do futebol.

 

Uma história por um Euro. O golo anulado a Sol Campbell contra Portugal

 

A linha defensiva com a velocidade agora de Dalot (saiu Cancelo com covid) e Nuno Mendes, protegida pela tremenda leitura tática de Rúben Dias e Pepe surgem como uma espécie de “caixa forte” de uma equipa que terá ainda o “parisiense” Danilo a fechar espaços centrais no meio.

  • a velocidade de execução e criatividade de Bernardo Silva e João Félix
  • a liderança e capacidade finalizadora de Bruno Fernandes
  • a velocidade estonteante e vertical de Diogo Jota
  • e a veia goleadora de Ronaldo e André Silva

Tudo isto confere à equipa de Fernando Santos argumentos ofensivos e defensivos suficientes para poder competir olhos nos olhos com qualquer equipa no panorama Europeu e mundial.

Por que não alimentar o sonho de seguir em frente batendo o pé à poderosa Alemanha, que ainda beneficiará de jogar em casa?

Ficam de fora: Alemanha e Hungria

 

Quem passa nos grupos?