Deixem lá as calculadoras na gaveta que esta terça-feira vamos dar-lhe uma folga.

Falemos de futebol. Até porque tem havido muito.

Comecemos em inglês.

A Inglaterra vai defrontar a República Checa num grupo onde está tudo em aberto.

É o jogo grande deste dia e tem tudo para ser um grande espectáculo. Ou não.

No último jogo, diante da Escócia, os ingleses não impressionaram. Nada. Mesmo nada.

Além da tripla mortal Foden, Kane e Sterling quem anda a encher o olho na seleção dos Três Leões?

 

Declan Rice

Vamos ter de recuar.

A Inglaterra, pela primeira vez na história, venceu o jogo de abertura diante da Croácia.

Houve apenas um golo (de Sterling), com boa pressão dos jogadores ingleses, que têm em Declan Rice (22 anos) e Kalvin Philips (25 anos) a arma para equlibrar o meio-campo, bem cá atrás.

 

Inglaterra-Escócia, 25 anos depois de Gascoigne

 

Falemos só do médio do West Ham, até porque alguma imprensa já diz que é o atleta mais importante desta seleção. Pode não ser o melhor tecnicamente, mas sabe o que tem de fazer.

Defende bem, fecha as portas e até consegue secar um velhinho Modrić de 36 anos.

Para tão tenra idade, não está nada mau.

 

 

Só precisa de jogar mais para a frente. E de não beber cerveja.

É que fez uma promessa (quem nunca?): se a Inglaterra ganhar o Euro, bebe uma, algo que nunca fez.

O selecionador Gareth Southgate que se meta a pau.

 

Patrik Schick

Voltemo-nos agora para a República Checa.

Líder do grupo com quatro pontos, está bem colocada para passar ao nível seguinte.

Vamos ter que falar do avançado Patrik Schick, que marcou O golo do Euro diante da Escócia.

Meio-campo, cá va disto, batatinha, já está. 45 metros de distância.

O jogador do Bayer Leverkusen, que já andou pelo Sampdoria, Roma ou Sparta Praha parece estar decidido a ser o melhor marcador da competição (3 golos) ou, então, a ver se carimba um passaporte para outro clube maior.

 

Schick, um chapéu à Poborský de 45 metros

 

Tem em Beckam a sua fonte de inpsiração, podia ter virado pasteleiro e olha para Jan Koller, um ídolo checo com 55 golos em 91 partidas.

Patrik tem 13 em 27 internacionalizações. P

or este caminho, vai lá chegar.

 

Billy Gilmour

Agora viajemos até à Escócia, onde mora lá a estrela da companhia (e do Chelsea): o médio Billy Gilmour de apenas 20 anos, completados no dia de abertura do Euro’20.

Em Wembley, diante da Inglaterra, foi eleito o melhor jogador em campo.

Andou pelo Glasgow Rangers e só chegou a Inglaterra, para a equipa sénior, em 2017.

 

Freeedom. A Escócia saiu viva de Wembley

 

Há quem lhe veja traços de Paul Scholes ou Lampard – e quem o elogie em barda, como o mítico Roy Keane, médio do Manchester United.

Pena é que fique de fora por causa do vírus.

 

 

Josk Gvardiol

Terminamos com os croatas que ainda até há bem pouco tempo estavam na final de um Mundial.

No entanto, o país tem aborrecido quem o tem visto a jogar.

Por isso, falemos de um defesa central que também pode jogar a lateral esquerdo: Josk Gvardiol, de 19 anos.

Não conhece?

Pois, claro que não.

 

 

Andou muitos anos pelo Dinamo de Zagreb mas agora está no RB Leipzig.

Andou a ser cobiçado pelo Leeds mas também pelo Bayern de Munique.

Dizem que é diamante em bruto com capacidade para ser dos melhores do mundo.

Em miúdo preferia jogar basquetebol.

E a fasquia está tão alta que, na internet, alguém deixou um anota importante: nem Modric, também formado no Zagreb, teve uma ascensão tão alta, já que teve de ser emprestado.

Até agora, em três jogos, jogou nos três – dois a titular.

Está, por isso, bem encaminhado para o sucesso.