Acabou a primeira fase e com ela foram as desilusões. Ficaram as ilusões.

Adeus Rússia, tamanha decepção.

Esteve quase nas meias-finais do Mundial há dois anos, eliminou a Espanha e perdeu nos penáltis com a Croácia nos quartos-de-final.

Cherchesov fez dela uma tragédia.

Os russo só conseguiram uma vitória neste Euro, e contra a Finlândia (1-0), umas das piores terceiras juntamente com a Eslováquia.

Incapaz de se impor, a Rússia somou duas derrotas com Bélgica e Dinamarca – com apenas 2 golos marcados e 7 sofridos.

Acabou humilhada pela Dinamarca (4-1).

 

Damsgaard foi damn good

 

A Espanha à procura de Morata

A outra grande decepção é a Espanha.

Luis Enrique só pensa em ter a bola. Nenhuma seleção tem mais posse de bola que os espanhóis – e é a equipa com mais de jogadas de 10 passes ou mais.

Também é rematadora – Morata lidera esse capítulo.

Só que golos… só no último jogo. Contra a Eslováquia, o pior terceiro. E graçsa às mãos de manteiga do guarda-redes eslovaco.

 

A goleada da Espanha caiu do céu (e das mãos de Dubravka)

 

O regresso da bella

Lembram-se daquela Itália fechada, a marcar poucos golos e a sofrer ainda menos?

Esqueçam, já não existe. O monstro tranformou-se em bella (3 jogos, 3 vitórias, 7 golos marcados – ZERO sofridos).

A reboque de uma Série A transfigurada – cheia de avançados e equipas goleadoras (é dos campeonatos mais goleadores) – os italianos apresentaram-se neste Europeu com fome de golo.

 

A Itália não sabe perder yo!

 

Em vez do futebol triste, defensivo e jogado na retranca mostram-nos através de Mancini um futebol alegre, de ataque e bem jogado.

Elegeu o meio-campo como omtor e Jorguinho como o seu cérebro. Com Verratti, Barella e Locatelli não conseguem jogar mal.

E podem cruzar-se com Portugal nos quartos-de-final.

É preciso Portugal eliminar a Bélgica e a Itália despachar a Áustria. Fácil?

 

Itália, a primeira apurada (agradeçam ao Sassuolo)

 

Obrigado Dinamarca

A Itália é alegre, a Dinamarca é champanhe.

Superou a maior prova de todas – o susto de Eriksen e a derrota nesse jgo com a finlândia.

Não desistiu e jogou ao ataque. Sempre.

Niguém atacou mais que a Dinamarca e ninguém tem um trinco com tanta influência no jogo como Hojbjerg.

E há Damsgaard, uma das grande revelações da prova.

 

Eriksen, o susto e a vitória da Finlândia

 

O melhor 11 é este

Olsen

Esqueçam a baliza – ela é toda de Olsen.

Foi herói em todos os jogos. Contra a Espanha a abrir impediu tudo e deixou os espanhóis (e Morata) à beira de um ataque de nervos.

É um dos responsáveis por ter deixado a Suécia no primeiro lugar do Grupo A. Com Espanha para trás , sim.

Depois seguiram-se as vitórias contra a Eslováquia e a Polónia – a de Lewandowski (ainda marcou dois golos, mas é o melhor marcador do momento).

 

Dumfries e Spinazzola

Laterais é com eles. E ainda por cima goleadores. O holandês leva dois golos (corre pelo lado direito), o italiano já tem meio mundo a falar dele (o corredor esquerdo é dele).

 

Outra vez Dumfries

 

Hojbjerg

Já falámos dele. Três assistências para golo – é um trinco, relembramos.

 

Modrić

Dele se pode esperar tudo. Se Hojbjerg como médio defensivo teve aquela influência no ataque, imaginemos um 10 à antiga a pegar na bola e a fazer estragos nos advesários.

Foi o que ele fez. Foi Modrić a meter a Croácia nos oitavos-de-final com um golo de trivela.

 

À boleia da trivela de Modrić

 

Pogba

Temos Hojbjerg e Modrić. Falta Pogba para fechar um meio-campo de luxo. ele aí está, a melhor versão do United veio ao Europeu. Imparável e quase omnisciente.

 

Lukaku

É ele quem enche a precoupação dos centrais de Portugal – Pepe e Rúben Dias que se cuidem.

Não se contenta em marcar golos (leva 2). Assiste e funciona como tampão – niguém o segura.

 

Ronaldo

Cristiano Ronaldo parece infinito. Inesgotável. Entra em campo e bate um recorde – o de mais presenças em Europeus. Marca um golo e bate Platini (o francês tinha 9, o português já leva 12).

Faltava uma marca que parecia impossível – o de melhor marcador de sempre nas seleções. Já igualou Ali Dadei com 109 golos – marcou em todos os jogos: Hungria, Alemanha e França.