A final deste domingo em Wembley terá frente a frente a melhor equipa do torneio e o anfitrião.

Desde que se definiram as eliminatórias que não seria de todo impensável adivinhar os finalistas.

De um lado do quadro a apaixonante e competente Itália, do outro uma Inglaterra sem encanto, mas recheada de estrelas e a beneficiar do factor casa.

 

Domínio e Controlo Tático para a squadra azzurra

A capacidade de construção e definir rotas ofensivas do seu trio mais recuado – Di Lorenzo, Bonnuci e Chiellini – permite que a bola chegue com qualidade e pelo chão ao trio de médios, também eles dotados de capacidade de decisão elevadíssima.

Mount, Kalvin Phillips e Declan Rice procurarão encostar em Jorginho, Verratti e Barella, mas para além da qualidade da saída em construção, começa em como os médios transalpinos gerem o ritmo de cada ataque o ponto de vantagem italiano no que concerne ao assumir do jogo em posse.

 

Donna Itália está na final

 

Trio contra defesa robusta

A ligação e qualidade do jogo ofensivo da equipa de Mancini permite muita chegada ao último terço, mas é precisamente nesse espaço que o talento de Insigne, os movimentos de Immobile e a verticalidade de Chiesa terão dificuldades para se impor perante uma Inglaterra que manterá organização defensiva robusta, dotada de elementos fortes no duelo defensivo.

Em suma, a capacidade para jogar da Bella Itália não encontrará necessariamente a mesma eficácia na criação e chegada à finalização.

 

O futebol volta mesmo a casa – é a primeira final europeia (de sempre) da Inglaterra

 

O oposto da Ialia: a Inglaterra

Do outro lado uma Inglaterra que chega a ser o oposto do seu rival.

Jogo mais físico, por vezes até a parecer desperdiçar talento: quando tiver de ir ao banco resgatar Rashford, Sancho, Grealish e Foden, poderá ter um ponto de vantagem importante para últimos minutos e eventual prolongamento da final.

A equipa de Southgate parte do seu conceito defensivo – seja como pressiona ou como controla e fecha os espaços para o ataque.

 

A ultima maldição de Inglaterra

 

Eficácia no ataque

Não tem a saída fácil da Itália, não tem a criatividade das grandes equipas – porque dela abdica – mas tem a tremenda eficácia de Kane e Sterling na frente.

A dupla à qual se junta a velocidade de Saka, é de uma eficiência e eficácia tremenda nas suas ações, e precisará de muito menos jogo, de muito menos chegada e criação para fazer mossa nas imediações da baliza de Donnarrumma.

 

It’s diving home (Sterling e o árbitro que anulou o golo a CR)

 

Estrelas

Kane e Sterling

A capacidade para jogar entre sectores adversários mas também para se mover buscando espaços nas costas da defesa oponente fazem de Kane um dos mais capazes do futebol mundial.

Do ponta de lança inglês surgem golos, mas também trabalho que alimenta a velocidade dos colegas – assim desenhou o golo do empate com a Dinamarca.

 

Harry Kane is in my ears and in my eyes

 

Sterling é o irrequieto desequilibrador.

Tem golos, tem drible e tem definição superior no último terço.

Os seus números – golos e assistências – são avassaladores e será das suas investidas individuais que muito depende o jogo inglês.

 

Jorginho – Barella – Verrati

O maestro, o rotativo box to box, e o criativo.

A qualidade do trio de médios da Itália é incrível e permite resgatar para a equipa de Mancini todo o controlo de cada jogo.

 

A velha Itália voltou e ganhou (graças à coxa de Spinazzola)

 

Pausa, aceleração, ocupação do espaço, gestão do tempo e definição.

São os homens que levam a bola com cuidado e certeza ao último terço adversário, pela forma eficiente como executam todas as acções técnicas.