Satisfeito ou assustado? Bom, deixemos lá as eleições.

O bom dos fins-de-semana em que competições extra campeonato nacional, como a Taça da Liga, tomam lugar é que depois temos bola a semana inteira, tornar uma segunda-feira menos segunda-feira.

Hoje é um belo exemplo disso: são quatro jogos da Liga NOS para ver a partir das 14h30.

 

Benfica sem guarda-redes

Meia hora depois, no Estádio da Luz, o Benfica recebe o Nacional para não deixar o Sporting fugir na classificação — isto partindo do pressuposto que os leões vão ao Bessa amanhã vencer sem problema.

Os encarnados recebem os insulares no dia em que a lenda Eusébio da Silva Ferreira faria 79 anos de idade. Prestação lhe seja devida. Sobretudo depois de um empate agridoce no Dragão e de um baile de bola a que foi sujeito pelo SC Braga.

O Benfica tentou adiar o jogo por ter muitos casos positivos na equipa mas os insulares não permitiram.

Assim, Jesus vai a jogo sem guarda-redes – e não só.

Estamos a falar de Vlachodimos e Everton, que se juntaram a Otamendi, Nuno Tavares, Vertonghen, Diogo Gonçalves, Grimaldo, Gilberto, Waldschmidt e Helton Leite.

Mile Svilar é o único guarda-redes disponível. O belga ainda não tem qualquer minuto somado esta época na equipa principal mas já jogou na equipa B.

 

Porto em Faro

No último jogo do dia começa às 20h15 no Estádio São Luís, em Faro, o regresso do mítico estádio do Farense à companhia dos grandes.

E também sabemos que a equipa de Sérgio Conceição, depois do azedume da Taça da Liga, em que viu a vitória fugir-lhe em poucos minutos, deve estar sedenta de golos e de manifestações de poder, que promovem a autoconfiança.

O técnico portista conta com o regresso de Otávio, mas não conta com Sérgio Oliveira, Luís Díaz, Evanilson, Nanu e Romário Baró, todos ausentes da viagem a Faro devido a testes positivos à covid.

 

No Estádio do Jamor, o Belenenses SAD recebe o Tondela, num jogo de extrema importância para os comandados de Petit, uma vez que estão no penúltimo lugar da classificação — e, portanto, em lugar de descida — e os tondelenses não deixam de ser adversários directos nesta luta pela manutenção.

 

Ainda que estejam num simpático nono lugar, a verdade é que entre uns e outros distam apenas 3 pontos, prova do tremendo equilíbrio na metade inferior da tabela.

Os azuis vêm de duas derrotas — 0-2 com o Paços de Ferreira e 1-0 diante do Portimonense — que em nada contribuíram para até então boa imagem que tinham deixado, com um futebol intenso e de pressão relativamente alta, com um Miguel Cardoso a revelar todo o seu talento, à imagem de um Afonso Sousa que aos 20 parece ter futebol para dar e vender.

 

Já o Tondela vem de duas vitórias — se ignorarmos a derrota com o Benfica pelo meio — nas recepções ao Boavista e ao Famalicão.

Às 16h30 são horas de um Rio Ave x Santa Clara.

 

Um Rio Ave pós Mário Silva — agora quem se senta no banco é Pedro Cunha — e um Santa Clara pós Osama Rashid (que seguiu caminho para o Gaziantep, clube turco agora orientado por Ricardo Sá Pinto), o que não deixa de ser relevante, uma vez que o iraquiano tinha já a braçadeira no ombro e uma influência no grupo e na forma de jogar do Santa Clara bastante significativa.

 

Quanto ao Rio Ave procura subir mais alto que o actual décimo lugar que ocupa na classificação, com os mesmos pontos que os açorianos, agora que uma página se iniciou nos Arcos — Gelson Dala tem sido o grande destaque dos últimos tempos.

O que é certo é que já é janeiro e em Alvalade, apesar dos discursos negacionistas, começa a acreditar-se. Será que é desta?