Há uma app onde só se entra por convite e que serve para falar, sem se ver a cara, horas a fio.

Uma coisa meio exclusiva que serviu para celebridades e tipos do marketing explorarem a internet ainda mais do que já tinham feito.

A coisa foi bombástica qb até que alguém se lembrou que aquilo é mesmo um clube exclusivo, que deixa o resto do povo para as redes sociais gratuitas.

A superliga europeia é quase a mesma coisa.

Luís Figo. Real Madrid. Barcelona. Manchester City. Liverpool. UEFA. FIFA. Mesut Özil. Ander Herrera. Comissão Europeia. José Mourinho fora do Tottenham. Sanções, burocracia, magnatas, intenções de dividir melhor o bolo e críticas gerais contra a possível morte do futegol.

 

Mourinho já não é special

 

Estes são só alguns dos protagonistas – e das opiniões que se foram lendo da autêntica bomba lançada no passado domingo.

12 clubes milionários (suspeita-se que ainda faltam três anunciarem a junção) querem fazer um clube privado para jogarem entre si, zarparem da Liga dos Campeões e deixar os restantes emblemas a juntar as migalhas.

 

Ronaldo, Bruno Fernandes, Bernardo, João Félix. Portugal pode perder 7 titulares com a Superliga Europeia

A ideia não é nova.

O elemento novo é terem passado essa informação através de um comunicado a poucas horas de ficarmos a saber o novo formato da Liga dos Campeões:

  • cai a fase de grupos
  • a competição passa a ser disputada por 36 equipas
  • tudo começa em 2024

Isto é tudo muito giro.

Mas melhor ainda são as reacções a algo que ainda nem sequer está 100% confirmado, já que pode acabar em tribunal.

Pelo menos já temos hino. Quer dizer, vários hinos.

 

 

Comecemos por Luís Figo, o senhor que trocou, assim, vá, do nada, o Barcelona pelo Real Madrid há 21 anos, por valores astronómicos veio criticar, via Twitter, a Superliga europeia, por “não ter nada de Super”.

Bom momento de humor logo a uma segunda-feira.

 

 

Mas como será esta competição?

  • 9 jogos em casa e outros fora, quase como a Euroliga de basquetebol

É quase uma substituição das competições nacionais – e, segundo a UEFA, estes 12 emblemas podem mesmo deixar de actuar nos seus campeonatos. E levar com mais exclusões ou até com proibições de ida aos europeus e mundiais por parte dos seus jogadores.

 

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Do outro lado, como o de Gary Neville, que está enojado com o Manchester United e o Liverpool, esta proposta é um “ato criminoso”, ou como o de Pedro Proença, que diz que a Superliga “colocaria em causa os alicerces” do futebol, a nova competição é prenda envenenada.

Giro. Muito giro.

Mais engraçado só mesmo a reacção do Nacional, que veio informar os adeptos que não vai fazer parte desta competição.

“Primeira Liga já é por si uma tarefa árdua”. Ah pois é.

 

 

Que o diga o Sporting, que se arrisca a vencer um título ao fim de tanto anos, o que, por si, não lhe dá um carimbo para a Superliga europeia, e que pode rumar a uma Liga dos Campeões onde acaba a jogar uma final com o Galatasaray.

Entusiasmante.

Ao menos não leva goleadas do Bayern de Munique.

 

 

Falta Pinto da Costa que mandou Florentino Pérez e o presidente da Juventus, os grandes donos disto tudo, dar uma volta ao bilhar grande.

Ah pois é, só falta hastear a bandeira nacional e gritar por Portugal. E o Benfica? Hum? Pois.

Resta-nos o Football Manager, que vê aqui a sua tarefa de actualizar plantéis, criar nova programação, mudar as competições, muito, muito, complicada.

 

 

Bastou um GIF para ficar tudo explicado. “This is fine”.

Claro que está fine, porque tudo pode não passar de um medir de forças, que deixará tudo na mesma como a lesma.