O tenista português sucumbiu à lesão que já trazia dos quartos-de-final e perdeu na sua primeira final ATP 250 diante de Casper Ruud.

Não é que o horóscopo nos deva governar a vida, mas há coincidências que esfregam os olhos aos mais cépticos. Pedro Sousa – 31 anos, número 2 português no Ranking ATP – perdeu ontem, em Buenos Aires, perante Casper Ruud (1-6, 4-6) naquela que foi a sua primeira final da categoria 250 do circuito.

Uma derrota que desde o começo se percebeu que seria tudo menos pera doce, tendo em conta a lesão que o tenista apresentava no gémeo esquerdo e que já nos quartos-de-final do ATP de Buenos Aires havia complicado a sua vitória perante Thiago Monteiro (7-6, 6-4).

 

 

E a verdade é que o signo de Pedro Sousa é Gémeos, nasceu a 27 de Maio de 1988, e reparem como o karma pode ser um bandido. Foi precisamente a já referida lesão, na zona do gémeo, que impossibilitou o português de se bater de igual para igual diante de um jovem com tanto talento como Ruud. Se isto não é uma questão de horóscopo, é uma questão de quê?

Foi, em muitos momentos, duro ver Pedro Sousa arrastar-se em court. É precisamente a perna esquerda que suporta a pancada do serviço – que ontem praticamente não existiu, foi profundamente tímido e coxo – e a direita tão audaz como aquela que sabemos que o pupilo de Rui Machado consegue praticar.

A esquerda foi sempre feita em salto para evitar também o apoio da mesma perna. Confessamos que até nos passou aquela coisa de achar que mais valia desistir. Mas Sousa não foi na nossa cantiga. E no segundo set ainda se conseguiu bater minimamente com Ruud no final do set, como que adiando o desfecho inevitável.

 

 

É verdade que o facto de não ter jogado às meias-finais devido ao abandono de Diego Schwartzmann fará muitos tentar diminuir o feito de um terceiro português ter chegado a uma final de ATP 250 depois de Frederico Gil e João Sousa. E nem a sorte de ter marcado presença neste quadro principal como lucky loser podem apagar esta semana memorável.

A agressividade e a irreverência de Sousa sempre foram as suas armas principais, bater várias vezes bolas que a maior parte dos jogadores escolhe para fechar o ponto. Se continuar a fazê-lo com a precisão que fez esta semana em Buenos Aires as possibilidades de novo sucesso são animadoras. Nem que seja para jogar efectivamente uma final de ATP 250, de preferência a 100%.

Amanhã sobe ao 107º posto do ranking, a oito posições do seu melhor de sempre. Com presença marcada no ATP 500 Rio de Janeiro ainda não sabe se vai conseguir jogar.

Um abraço, Sousa. Vai à bruxa, só para tirares as dúvidas.