Agora que Cavani é só uma história de adormecer para contar aos mais novos, o Benfica regressou à realidade e tem hoje, às 19h00, o seu primeiro grande teste, sob a liderança de Jorge Jesus:

vai defrontar o PAOK de Abel Ferreira na Grécia na terceira pré-eliminatória da Champions.

Se ganhar, vai defrontar o Krasnodar no play-off.

Se perder, é melhor pedir a António Costa – o adepto, não o primeiro-ministro – um consolo, porque os outros adeptos não vão perdoar, tal foi o investimento do clube liderado por Luís Filipe Vieira esta época (80 milhões só em jogadores, segundo o Transfermarkt).

Não há Svilar, nem jardel nem Samaris. Mas poderá haver a oportunidade de alguns novos jogadores entrarem em campo, como Vertonghen ou Everton Cebolinha. E também veremos um Jorge Jesus “sem pressão”.

Do outro lado está um vice-campeão grego liderado por um homem que nunca ganhou, como treinador, a JJ.

Se se vai embora depois de ser derrotado esta noite, como nos idos tempos do Braga, isso já é outra questão.

É que não será “Abel contra Benfica ou um Abel-Jesus”, como disse o treinador português na antevisão do jogo desta terça-feira. Ele lá saberá o que o jogo vai ser.

 

O sorteio deu um PAOK vs Benfica. E agora?

 

A verdade é que o PAOK nunca ganhou ao Benfica na Grécia, no Estádio Toumba. Mas nada está perdido, até porque os gregos arrumaram o Besiktas por 3-1 com o sérvio Zivkovic em campo.

Sim, esse mesmo, que rescindiu com o clube da Luz e foi para Salónica. Mais ansioso para o duelo de hoje não deverá estar. E muita atenção ao menino de 18 anos que marcou dois golos contra os turcos: Christos Tzolis. Atenção mesmo, que o rapaz joga que se farta.

 

Red Rake: chegaram as slots clássicas

 

Resta saber se o jogo vai ser de sentido único, com aquela avalanche atacante, típica das equipas de JJ, ou se os gregos, no contra ataque, sem arriscarem muito, mas muito sólidos a apostar no colectivo, conseguem fazer uma gracinha.

À espera, lá bem ao fundo, estão cerca de 40 milhões de euros. Ou seja, PAOK é que o Benfica precisa disto?

Para manter a esperança de que este será um grande ano, equilibrar as contas e talvez dar mais um mandato a Luís Filipe Vieira. António Costa agradece (o adepto, não o primeiro ministro!).