Aos 40 anos, o argentino vai dizer adeus aos relvados.

Foi no FC Porto que se tornou ainda mais comandante (seis épocas e meia, em períodos diferentes, dez títulos, seis campeonatos), terminando a carreira no Brasil, ao serviço do Atlético Paranaense, onde também já tinha estado.

Curioso é revisitar o que dizia há pouco tempo: até jogava de graça nos dragões ou aceitava mesmo um cargo como treinador.

 

https://twitter.com/d20fernandes/status/1398160597083168770

 

Mas, ao que se sabe, segundo o clube brasileiro, vai permanecer do outro lado do Atlântico, na estrutura técnica.

É esperar por ver o que diz Pinto da Costa.

 

https://twitter.com/OficialSala12/status/1398072637834903553

 

A carreira começou em 1998/1999 no Huracán, no país que o viu nascer, seguidno para o River Plate (onde voltaria mais tarde) em 2002.

Três anos depois já estava em Portugal, tornando-se num dos capitães mais amados do emblema azul e branco.

A experiência no Marselha a seguir (por 18 milhões de euros), não correu tão bem, ficando só dois anos.

Partiu depois para o Catar (Al-Rayyan) e voltaria a casa para regressar ao River Plate.

 

 

Tem uma tatuagem do Maradona – mas confessou que não queria que o ídolo a visse.

No início, nem gostava da alcunha “El Comandante”, mas depois de mais de 230 jogos pelos dragões e 61 golos, talvez tenha mudado de ideias.

«Após ter marcado um golo, comecei a fazer aquele gesto à procura dos meus filhos na bancada e os jornalistas optaram por me chamar ‘El Comandante’. Os adeptos fizeram uma bandeira e, depois de eu marcar, a televisão passou as imagens disso. O Riquelme viu as imagens e também começou a gozar comigo. A partir daí, ficou mesmo, até na Argentina. Os jornalistas também continuaram a chamar-me assim, mas confesso que não gosto muito», disse Lucho À ESPN em 2013

E assim foi.

No início, meio e até no fim. Vale a pena também recordar que quando Lucho voltou em 2011/2012, ajudou o FC Porto (e Vitor Pereira) a revalidar o título de campeão nacional.

 

 

A sua atitude em campo como homem – é difícil recordarmo-nos de um episódio menos elegante do argentino – e como jogador – outra elegância, mas daquelas que fazem levantar o estádio – fazem com que seja dos jogadores que mais saudades deixa em Portugal no século XXI.

Só não deu certo na seleção: pouco mais de 40 jogos pela Argentina.

 

 

Mas também com Messi ao leme, quem é que se destacou nos últimos anos?

Além disso, o país pouco ou nada tem feito em grandes competições mundiais.

 

E o amor pelo país e pelo clube é que o fez regressar: podia ter ido para Itália ou para Inglaterra, mas queria voltar à Invicta.

“Tornei-me portista pelo carinho que os adeptos me deram desde que cheguei. Quando sai da Argentina, tive a possibilidade de ir para Espanha, uma das Ligas que mais gostei. Falaram-me bem do FC Porto, do clube e da cidade, e decidir vir. Sem demonstrar nada, fui tratado como um rei”, disse, citado pelo MaisFutebol em abril de 2020.

Quando os dragões foram eliminados pelo Málaga na Liga dos Campeões há 8 anos, Lucho chorou que nem uma criança no autocarro.

Agora, são os adeptos que choram.

 

*Artigo original publicado a 21 de março. Atualizado com a formalização da despedida do jogador