Não será um jogo tão apetitoso como aquele que aconteceu há 4 anos.

Mas não deixa de deixar um gostinho na boca, principalmente porque se joga no Stade de France, ou seja, em solo francês, de tantas boas memórias para os portugueses.

Os de Didier Deschamps, que levaram o troféu de campeões do mundo em 2018 – e que voltaram a derrotar a finalista Croácia, mas agora para a Liga das Nações, por 4-2 – têm contas a ajustar com Portugal.

E este confronto com a seleção das quinas pode equilibrar um pouco a balança, ainda que não esteja nada de muito importante em disputa – sem ser um primeiro lugar num grupo que parece um passeio para estas duas equipas.

 

França e Portugal chegam a este jogo com 2 vitórias e como favoritas.

Ronaldo quer continuar a marcar golos centenários – e a tentar encaixar-se nesta seleção, porque parece que corre tudo sempre atrás dele, em vez de perceber que é só mais uma peça fundamental – e a nova miudagem convocada por Fernando Santos

– ora temos Trincão, Rúben Semedo, Rúben Neves, Renato Sanches, Diogo Jota, João Félix, entre outros, portanto, muito, muito, talento nos pés –

quer ver se convence o técnico português.

 

Do lado francês, quase nem é preciso falar.

Basta ressalvar nomes como o defesa Dayot Upamecano ou do avançado Kylian Mbappé – e outros 22 jogadores chamados pelo técnico francês.

Ah! E que, embora os gauleses tenham perdido o precioso troféu em 2016, continuam a ter 18 vitórias diante de Portugal contra seis derrotas – fora esse jogo inesquecível, França tinha 10 vitórias consecutivas contra a seleção das quinas desde a década de 1970.

 

Veremos como Portugal se vai comportar, já que não deixou assim tão boa imagem diante da Espanha – quer dizer, tirando aquelas três oportunidades ao poste numa segunda parte francamente melhor do que a primeira (ficou 0-0).

Só fica estranho voltar a ver as duas seleções do Euro’16 sem Éder.

Foi ele que nos fez levantar do estádio, durante o prolongamento, e mandar tantos impropérios para o ar, daqueles que nem é possível soletrar porque ficava muito mal, só porque estavamos ver história improvável a acontecer.

Mas é assim, fica a saudade.

Vamos ter de encontrar outro dia para ser feriado nacional, até porque a partida disputa-se no domingo. Marcar, marcar e esquecer os postes. A seguir, que venha a Suécia.