Para tempos inusitados, soluções bizarras.

O 33º Campeonato da Europa de Sub-21 foi ao provador e voltou diferente.

Para começar é a primeira vez que há quatro grupos, o que se traduz em 16 equipas, ao invés dos habituais três grupos, 12 equipas, nos quais estavam apurados para as meias-finais os primeiros classificados de cada grupo e o melhor segundo.

 

Agora, qualificam-se para os quartos-de-final (fase da competição até aqui inexistente) os dois primeiros classificados de cada grupo.

O que consegue ser bastante bizarro é a ideia de a fase de grupos se disputar agora, nesta pausa para selecções, de hoje até 31 de março, e os quartos-de-final tomarem lugar de 31 de maio a 6 de Junho deste ano.

 

O que não deixa de ser inédito e profundamente particular, com possibilidades de lesões e entraves de vários tipos até essa altura, o que pode desvirtuar qualquer selecção com maiores ou menos ambições.

Passada a estranheza, prossigamos.

A Hungria e a Eslovénia organizam mais uma competição-montra para os melhores jovens jogadores da Europa e Portugal, obviamente, marca presença com um notável grupo de jogadores, de fazer tremer os adversários.

 

E há questões pendentes por aqui.

Em primeiro lugar, Portugal não conseguiu apurar-se para a última edição do torneio, que decorreu em San Marino em 2019.

Coisa triste e que merece ser apagada com uma resposta à altura.

 

Depois, porque ninguém ainda se esqueceu daquela derrota com a Suécia nos penáltis, no Euro Sub-21 de 2015, onde Portugal foi claramente a melhor equipa em prova.

Apesar da ausência de Pedro Neto, convocado para os trabalhos da Selecção AA que começa esta quarta-feira a apuramento para o Mundial 2022, e das saídas forçadas de Jota e de Rafael Leão, ambas por lesão, lugares colmatados por Gonçalo Ramos e João Mário, a lista de jogadores disponíveis para Rui Jorge continua a ser fortíssima e capaz de despachar qualquer uma.

 

Estimado leitor, veja só esta bela enumeração:

  • Trincão
  • Pote
  • Diogo Dalot
  • Gedson Fernandes
  • Florentino Luís
  • Daniel Bragança
  • Francisco Conceição
  • Tiago Tomás
  • Filipe Soares
    (entre tantos tantos outros)

Portugal começa por defrontar nest quinta-feira a Croácia, às 20h portuguesas.

Uma equipa que apesar de não ser um tubarão, tem um conjunto que mete respeito, de onde se destacam

  • Borna Sosa (lateral esquerdo de grande qualidade do Estugarda)
  • Nikola Moro (médio criativo do Dínamo de Moscovo)
  • ou Petar Musa (avançado com golo, do Union Berlin)

 

Super-Inglaterra

De seguida espera-se o jogo mais difícil da fase de grupos, no domingo às 20h, diante de um super Inglaterra, com inúmeros jogadores com experiência de Premier League:

  • Dwight McNeil
  • Hudson-Odoi
  • Eddie Nketiah
  • Eze
  • Curtis Jones
  • Emile Smith-Rowe
  • Bem Godfrey
  • Aaron Ramsdale

 

Suíça e os seus avançados

Por fim, o jogo diante da Suíça, na próxima quarta-feira, selecção que tem nos avançados Andi Zeqiri e Noah Okafor, as principais setas apontadas às redes adversárias.

Espreitando os outros grupos e selecções, uma coisa é certa: vai dar espectáculo.

 

A França parece a mais vistosa

  • Odsonne Édouard
  • Moussa Diaby
  • Aouar, Camavinga
    etc

Se bem que sabemos todos o historial da Espanha em camadas jovens e a equipa assim o confirma:

  • Abel Ruiz
  • Cucurella
  • Barrenetxea
  • Brahim Díaz
  • Riqui Puig

 

No grupo A defrontam-se dois gigantes.

A Alemanha que leva a jovem pérola do Dortmund, Youssoufa Moukoko, Mergim Berisha, Arne Maier, Salih Ozcan.

E a Holanda é, provavelmente, a equipa que mais surpresas pode causar nesta competição, com um elenco de luxo onde se contam estrelas como

  • Myron Boadu
  • Dilrosun
  • Kluivert
  • Ekkelenkmap
  • Koopmeiners
  • Schuurs
  • Mitchel Bakker,
    entre tantos outros

É caso para dizer: venha o diabo e escolha. E que o diabo seja português.