Os reis passam e a taça continua. A Taça do Rei, entenda-se.

E hoje é dia de jogo grande, é dia de uma meia-final que opõe Sevilha e Barcelona, cuja primeira-mão (numa Taça do Rei de Espanha que, este ano, ao contrário dos anos anteriores, só agora, a partir desta fase, tem eliminatórias disputadas a duas mãos) se disputa a partir das 20h no Rámon Sánchez Pizjuán.

 

Nos quartos-de-final, a equipa andaluz foi a Almería vencer o conjunto do técnico português José Gomes por 0-1 com golo do enfant terrible Lucas Ocampos, num jogo algo complicado, mas onde o Sevilha permaneceu sempre seguro, sem correr grandes riscos, até desferir o golpe final à corajosa equipa do segundo escalão.

 

 

O Barcelona, por sua vez, rezou dez avés marias e vinte pais nossos para chegar a esta ronda da competição.

Depois de começar a perder em Granada por 2-0 (golos de Kenedy e Roberto Soldado), a turma blaugrana conseguiu empatar com golos de Griezmann e Jordi Alva aos 88 e 91 e viria a vencer por 3-5 no prolongamento.

 

Um Granada que explodiu no fim

 

Se a isto juntarmos os momentos de cada equipa, a coisa promete ser quentinha.

Ambas estão na melhor fase da temporada, embora no caso do Barça não pareça.

As seis vitórias consecutivas em todas as competições — além de este jogo com o Granada ter terminado empatado nos 90 minutos e, portanto, não ser bem uma vitória, o mesmo já tinha acontecido com o UE Cornellà, uma equipa da Segunda Divisão B espanhola — não foram propriamente um passeio.

Basta recordar o último jogo para a La Liga, curiosamente também em Sevilha, mas no terreno do Bétis, em que apenas conquistaram os três pontos porque Francisco Trincão tinha um míssil guardado nos calções e largou-o aos 87 minutos.

 

Trinco, trinquinho, Trincão

 

Ou seja: este melhor momento da temporada para o Barça é bem significativo do quão complicada está a vida para Ronald Koeman.

Terá algo que ver com o contrato de Messi? Quem sabe, quem sabe.

 

No caso dos sevilhanos, ainda que uma das vitórias seja também no prolongamento (0-1 ao Leganés para a Taça do Rei), o resto são seis triunfos limpinhos sem sequer sofrer um mero golo.

O Sevilha, apesar de Lopetegui, tem sido uma equipa cada vez mais coesa ao longo da temporada, e o que não tem em malabarismos tem em eficácia e segurança — e agora até tem uns malabarismos do reforço de inverno, vindo de Bérgamo, Papu Gómez.

 

Dito isto, convém também dizer que nos últimos cinco encontros entre os dois clubes — quatro para La Liga e um para a Taça do Rei — o Barça nunca perdeu: venceu por três vezes e empatou duas, curiosamente as últimas duas.

Caso para dizer que Barça é Barça. Messi é Messi.