Deu para tudo: tweeners, amortis, lobs perfeitos, longas de trocas de bolas, poucos erros.

No fundo, se a ideia for fazer um vídeo que aglomere os melhores momentos do encontro que opôs Rafael Nadal e Dominic Thiem o mais provável é que nele esteja o jogo inteiro, praticamente sem interrupções.

 

 

Na segunda jornada do Grupo Londres, o austríaco confirmou o bom momento que já havia evidenciado perante Stefanos Tsitsipas e venceu El Toro em dois sets de elevadíssimo nível: 7-6, 7-6.

Com esta vitória — e sobretudo com aquela que Tsitsipas viria a conseguir mais tarde diante de Rublev — o terceiro melhor jogador do mundo apurou-se para as meias-finais da competição ao fim dos dois primeiros jogos, chegando-se à frente como um dos grandes candidatos à vitória de um título que nunca foi seu.

 

 

Mas quem viu sabe do que falamos: que jogatana aquela que decorreu na O2 Arena.

Nem parecia que estávamos em final de temporada. E diga-se que tendo em conta com a imensidão de torneios não disputados em 2020, um jogo como este é um deleite para qualquer louco por ténis. Para ser melhor só se tivesse ido aos três sets.

Aliás, maravilha é que fosse uma partida disputada à melhor de cinco sets.

Voltando à realidade. O primeiro set — que durou mais de uma hora — foi um braço de ferro onde dominou o equilíbrio.

Mas mais do que equilibrado, o que impressionou foi o nível de jogo praticado por ambos os jogadores e logo estes que tendem a falhar pouco, a bater forte na bola, a serem jogadores distintos.

Nadal quis pescar Thiem à rede e virou muitas vezes isco à boleia dos passing shots letais do austríaco.

Mas também conseguiu, nesse terreno mais avançado, alguns volleys de belíssimo efeito, para contrariar o expectável duelo de fundo de court. O que é central é que nenhum ponto foi aborrecido e quase nenhum foi mal disputado.

Aposta Moosh
Novak Djokovic 1,35 vs Daniil Medvedev 2,80

 

Nesse primeiro parcial não existiram sequer possibilidades de break, pelo menos até chegar ao tie-break, onde apenas cinco pontos foram conquistados por quem serviu — e importa dizer que Thiem ganhou 9-7, mas esteve a perder 2-5.

No segundo set, algum do melhor ténis que vimos esta temporada prosseguiu. A brutalidade — pontuada algumas vezes com delicadeza, ou pancadas defensivas de fazer cair o queixo — e a excelência nunca nos abandonaram.

O equilíbrio também não, mas numa modalidade algo diferente. Ao sétimo jogo, deu-se a primeira quebra de serviço, quando Nadal passou para a frente do marcador. Só que no jogo seguinte o espanhol não conseguiu confirmar o break.

Aposta Moosh
Alexander Zverev 1,26 vs Diego Schwartzman 3,25

 

No décimo jogo, com El Toro a servir para não perder, Thiem tem três match points desperdiçados. Confessamos que aí pensámos: esperemos que não se venha a arrepender. Mas não, levou o jogo até ao tie-break, onde voltaria a superiorizar-se. Uma coisa é certa: nenhuma destas palavras conseguirá equiparar-se à qualidade do jogo.

Mais tarde, como já dissemos, Tsitsipas sofreu para vencer Andrey Rublev. E sofrer, neste caso, significa salvar match points.

O que também significaria o adeus às ATP Finals. Assim sendo, a posição inverte-se: basta ganhar a Nadal para marcar presença nas meias-finais.

 

Não era Nadal disto, Rublev

 

É claro que este basta tem uma certa corpulência, sobretudo pela incrível forma como o maiorquino se tem apresentado esta semana.

Quanto ao estreante nestas andanças, o russo Rublev, apetece dizer que faz parte, que agora já sabe como é e com tanto talento voltará, seguramente, mais forte e menos perdulário.

Hoje o Grupo Tóquio regressa ao court.

Zverev e Schwartzman às 14h e o grande jogo do dia — talvez caso para fazer pipocas ou comprar uns amendoins — Djokovic x Medvedev.