De regresso à Europa (depois de um bizarro US Open), o circuito ATP fixa-se agora na bela e particular terra batida de Roma, no lendário complexo desportivo Foro Italico, originalmente nomeado Foro Mussolini, uma vez que foi construído entre 1928 e 1938 para expor a imponência da arquitectura fascista italiana.

Factor que sempre é melhor atirar para debaixo do tapete e relembrar antes momentos mais alegres, como o acolhimento dos Jogos Olímpicos de 1960 ou as nove vitórias de Rafa Nadal no ATP Masters 1000 de Roma, com um épico score de 61-6.

O espanhol número 2 mundial vai começar a sua participação no torneio hoje diante do recém semifinalista do US Open: Pablo Carreño-Busta.

O que para primeiro jogo — ainda que já seja uma segunda ronda em virtude da isenção da primeira — não é pêra doce.

Contudo, o historial entre ambos é completamente favorável a Rafa, com cinco vitórias contra zero de Busta, a última delas na terceira ronda do Open da Austrália 2020 — a única vez que Busta venceu um set a Nadal foi em Doha, em 2016 e num tie-break da primeira partida.

Portanto, diríamos que nunca Busta esteve tão bem para tentar um milagre ao deus supremo da terra batida.

Já Djokovic, o sérvio líder do ranking mundial, vai defrontar o italiano que provavelmente está em melhor forma no circuito: Salvatore Caruso.

 

Quatro foi a conta que Thiem fez

 

Está no lugar número 87 do ranking ATP, mas vem de uma terceira ronda no US Open (onde sucumbiu perante o incrível Andrey Rublev, que ontem derrotou Bagnis num fácil duplo 6-4) e de duas vitórias importantes na qualificação de Cincinnati: Jannik Sinner e Jordan Thompson.

Além disso: ontem venceu Tennys Sandgren. Em princípio, no entanto, Djokovic terá uma vitória fácil e que se quer rápida e sem lesões para os juízes de linha e apanha bolas.

Também ontem foi um dia triste também para o ténis português, depois da derrota de João Sousa diante de John Millman.

 

Sousa fora

O português, que chegou ao quadro principal como lucky looser depois de perder com Sandgren na última ronda da qualificação, não foi capaz de bater o tenista australiano que é sempre menos intenso quando joga fora de pisos rápidos, como é o caso da terra batida.

Sousa sucumbiu em parciais equilibrados, 7-5 e 7-6, mas ainda não foi festa que somou a primeira vitória ATP de 2020. Um ano tremendamente negativo para o melhor tenista português de sempre.

Outra espécie de hecatombe que Roma testemunhou no dia de ontem foi a derrota do alemão Jan-Lennard Struff diante do argentino Federico Coria e logo em sets directos.

É certo que Coria é um jogador interessante em terra batida e Struff prefere pisos com um ressalto de bola menos lento, mas nada explica esta derrota, mais ainda depois das belas prestações do alemão em Cincinnati e no US Open, derrotado, em ambas as ocasiões por Novak Djokovic.

Hoje há garantia de espectáculo no Foro Italico.

Que é igual a dizer que Gael Monfils volta a jogar — diante de Koepfer, que ontem bateu surpreendente Alex De Minaur.

E há outro jogo seguramente imperdível: o precoce talento italiano Jannik Sinner defronta o afectado Stefanos Tsitsipas que deve estar sedento de ténis, depois daquela derrota em cinco sets frente a Borna Coric no US Open. E bem sabemos como a raquete parece pesar menos ao grego quando não falamos de Grand Slams.

É tirar o dia e ficar a ver ténis. O patrão não se vai importar.

Sugestão de aposta:

Monfils vence Koepfer 2-0