Ontem foi dia de futebol inglês — o bom destes tempos é que agora quase podemos dizê-lo diariamente. E, claro, hoje continua.

A vitória por cinco golos no terreno do West Brom colocou os citizens onde já Arsenal, Everton, Leicester, Liverpool, Southampton, Tottenham, Chelsea e United tinham estado – no primeiro lugar.

Com um bis do novo homem-golo de Pep Guardiola — falamos, obviamente, de İlkay Gündoğan, nas últimas seis jornadas marcou seis golos —, que parece querer fazer esquecer o líder da equipa Kevin de Bruyne (com uma lesão que o pode fazer perder dois meses de competição), e com um exibição de luxo de João Cancelo, que assinou uma assistência e um golo, os azuis de Manchester, a quem já o mundo inteiro fez a cama, somem e seguem, com a última derrota a ser sofrida diante do Tottenham, estávamos ainda em Novembro.

Ou seja: segurem-se bem.

 

 

A coisa está quente em Manchester.

É bem verdade que o United jogará hoje e, em condições normais, vencerá o lanterna vermelha Sheffield United, para recuperar o primeiro lugar da Premier League, mas nesse caso o City ficará com menos um jogo, o que lhe dará sempre a teórica liderança.

Em terceiro lugar está o Leicester de Brendon Rodgers, que hoje se desloca a Liverpool para enfrentar um Everton que em virtude de vários adiamentos de jogos caiu para o sétimo lugar da tabela.

Ainda assim, tem apenas 17 jogos (menos 2 que o líder portanto) e isso significa que este é um sétimo lugar meio mentiroso — ou provisório.

 

Touché Tuchel

Quem também joga hoje é o renovado Chelsea.

Já sabemos como é curta a paciência de Roman Abramovich, que despachou Frank Lampard por falta de resultados.

Convenhamos que há críticas que podem ser feitas ao técnico inglês e até ao rendimento de alguns dos notáveis da equipa londrina, mas mais uma vez Abramovich fez o que tão bem sabe fazer: pagar para despedir.

Pagar indemnizações absurdas só para não ter de ver mais a equipa jogar sob o comando daquele treinador.

Sim, Lampard podia

  • ter colocado Timo Werner a 9
  • ter exigido mais de Havertz
  • ter pedido a Ziyech que se lesionasse menos

mas sem tempo não há treinador que consiga construir.

Para o seu lugar vem Thomas Tuchel, um treinador que foi despedido numa situação de clara injustiça, depois de em 2020 ter levado o PSG à final da Liga dos Campeões.

De injustiça em injustiça, o que é certo é que o Chelsea recebe hoje o Wolves de Nuno Espírito Santos e vejamos que efeitos terá a chicotada.

Para amanhã: o melhor. O grande duelo da ronda vai chegar-nos apenas amanhã, de Londres, onde o Tottenham recebe o Liverpool, três pontos precisam-se. A Premier League segue intensa e animada.