A astronauta americana Christina Koch (mais o astronauta italiano Luca Parmitano e o cosmonauta russo Alexander Skvortsov) regressou à Terra ontem depois de passar quase um ano a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) e bater o recorde feminino de permanência no espaço (foram 328 dias para sermos precisos, mais que os 288 dias de Peggy Whitson).

E o que viu quando aterrou? Algo raro, se ela quisesse saber da Copa del Rey.

O Real Madrid foi goleado em casa e eliminado da prova, o Barça foi a Bilbau e seguiu o mesmo caminho dos madridistas e o Atlético já tinha saído há muito (eliminado nos 16 avos pelo Cultural Leonesa).

Imaginemos que Koch queria mesmo saber de futebol, futebol europeu e futebol europeu espanhol. A melhor maneira de lhe explicarmos o que sucedeu era pôr as coisas assim:

  • há 17 anos que não acontecia uma coisa assim na Copa, sem Real, Barça e Atlético
  • a última vez os sobreviventes foram o Deportivo, Recreativo, Maiorca e Osasuna

Agora restam Real Sociedad, Athletic Bilbau, Granada e… Mirandés da 2ª divisão (o Mirandés despachou o Celta, o Sevilha e o Villarreal). Até Koch ficaria surpreendida.

Mas o Mirandés foi na quarta-feira e já tínhamos avisado para o perigo destes meninos a jogarem no seu estádio.

 

A incrível história do Mirandés

 

Na quinta-feira a revolta dos mais pequenos não parou.

O Athletic conseguiu um feito do caraças – eliminar o Barcelona que há SEIS épocas seguidas chegou à final da Copa.

O golo de Iñaki Williams aos 93 deu cabo dos catalães.

Antes, a outra equipa basca fazia miséria em Madrid e eliminava o Real no Bernabéu por 4-3.

Bom, não se pode dizer que os madridistas não iam avisados – nas duas últimas vezes que foram até à capital tinha havido 4 golos:

  • 1988 Real Madrid vs Real Sociedad 0-4
  • 1993 Real Madrid vs Real Sociedad 4-0

A acrescentar a isto havia o CV de Zidane. Exemplar, dizemos nós, apenas com um pecha: nunca venceu uma Taça nacional nem como jogador (Cannes, Bordéus, Juventus, Real Madrid) nem como treinador (Real Madrid).

E a maldição continuou.

Além disto da maldição, tem de se tirar o chaṕeu a Alexander Isak: 2 golos e uma assistência (e ainda viu um golo anulado) em Madrid. É obra.

Perguntam (e de certo que Koch perguntaria) mas quem é este Isak?

 

 

Ainda temos a história do Granada. Que se confunde com a de Soldado. E o que é que ele fez? Perguntem ao Valência. Para já leva seis golos e 3 assistências nos 21 jogos desta época, mas o que ele fez aos vlaencianos não se faz…

 

 

O melhor mesmo é ver os resumos. E tentar não ficar de boca aberta.

4-3

 

1-0

 

2-1

 

4-2