A cena parecia inimaginável. Mas aconteceu.

Lionel Messi levantou finalmente um troféu com a seleção argentina.

Foram tantos os insucessos da geração liderada pelo génio argentino e os títulos (e finais) que ficaram por ganhar que tudo se ficava pelo sonho.

Até este domingo.

O 15º título argentino iguala a marca uruguaia e aumenta a vantagem para seis em relação ao brasil

O mesmo Maracanã que em 2014 lhes tirou toda a glória na final do Mundial com Alemanha.

Foi também a vez agora da mesma Copa América que impediu a sua conquista em duas finais – ambas contra o Chile.

Tudo se conjugou para o fim desta maldição.

‘Maracanazo’. A expressão, tradicionalmente relacionada à final do Mundial de 1950, quando o Brasil perdeu com o Uruguai no maracanã, foi revivida no grito de uma nova geração de argentinos

 

 

Di María fez de Messi

O único golo da final da Copa América que derrotou o Brail em pleno Maracanã não foi de Messi.

Foi Di María a quebrar a maldição de 28 anos sem a Argentina vencer um título – e Messi terminar a carreira (tem 34 anos) sem levantar um troféu com a seleção.

 

«Necessitava de me livrar desse espinho, de conquistar algo com a selecção, estive muito perto durante anos» Messi

 

 

Di María não falhou quando foi lançado por De Paul aos 21 minutos – no frente a frente com Ederson, o argentino fez um chapéu perfeito.

 

Passado é passado

Para trás ficaram os falhanços que foram marcando uma seleção – Higuaín e Rodrigo Palacio na final do Mundial há 7 anos.

E o próprio Messi – que falhou o penálti e deu a Argentina a segunda derrota seguida na final da Copa América com o Chile.

 

 

Di María igual a Pequim 2008

Desta vez Di María nõa falhou.

E fez igual ao golo que marcou na final olímpica em Pequim 2008.

Acabou o desassossego de uma geração – desde esse golo nos Jogos da China que se adivinhavam grandes conquistas para a Argentina.

 

 

Só chegou este domingo.

Valeu outro Lionel – Scaloni.

O nvo treinador – e novo de idade , tem 43 anos feitos agora – conquistou o seu primeiro título.

Tantos outros passaram pelo banco de selecionador e falharam: incluindo Maradona chamado para desenterrar a Argentina de uma vida sem conquistas.

«Maradona no céu, Messi na terra» capa do jornal argentino Clarín

 

Foi o fim na procura de um título que escapava desde 1993 – ano em que conquistaram a Copa América (7 anos depois do Mundial do México).

O último troféu de um país que produz os melhores futebolistas do mundo – um deles eleito 6 vezes o melhor jogador do planeta.

Demorou quase uma década para os argentinos se convencerem de que Messi argentino.