A parceria entre o Lateral Esquerdo e a Moosh.pt para o “Desafie o Perito” continua, agora com as escolhas da equipa do LE para as próximas jornadas das várias Ligas europeias.

 

Columbus Crew vs Chicago Fire

Raphael Wicky, o suíço que orienta o Chicago Fire manterá a organização defensiva com última linha a cinco, com três centrais que ficam para construir enquanto os laterais se projectam para a linha de três médios que alimentam os avançados Beric e Aliseda. Quatro pontos em cinco jogos são um pecúlio baixo mas justo para a produção da equipa de Chicago que se deslocará ao campo do líder Columbus Crew com um pensamento ultra defensivo, esperando ter oportunidades para contra atacar.

A equipa de Caleb Porter, parte dum 4x2x3x1 com a particularidade de ter no português Nuno Santos o grande estratega da equipa que pensa o jogo em ataque posicional e procura a velocidade do costa-riquenho Luis Díaz, e do marroquino Mokhtar que partindo dos corredores laterais têm chegada à área e são desequilibradores não apenas em momento de ataque rápido mas também quando definem em espaços mais curtos.

O ponta de lança americano Zardes soma cinco golos nos últimos seis jogos e é o expoente máximo do aproveitamento ofensivo do líder que enfrentará a densa organização adversária, mas cujo talento individual faz prever um jogo de encaixe táctico e desencaixe individual numa partida competitiva.

 

Sevilha vs Inter Milão

A final da Liga Europa juntou duas das equipas mais competentes taticamente da Europa.

O renascido Inter de Antonio Conte, é uma das equipas mais padronizadas do futebol mundial. Tudo surge com o rigor de “regra e esquadro”, e embora tal facilite a identificação do padrão adversário, a competência com que os “nerazzurri” colocam em campo cada combinação ofensiva, torna muito complicado impedir a progressão com bola desde a retaguarda.

Brozovic e Borja Valero alimentam Lukaku e Lautaro. A dupla de avançados nerazurri é uma das que melhor se complementa em toda a Europa do futebol. Constantes sobreposições, e rupturas de Lukaku no espaço aclarado por Lautaro e vice-versa, tornam bastante complicado travar o ascendente ofensivo que sempre assume em cada partida. Para completar tamanha competência, também sem bola o Inter tem os seus posicionamentos e movimentos bem delineados, pensados e treinados, não tornando fácil a tarefa de chegar a zonas de criação e daí acelerar.

Do outro lado, o Sevilha de Lopetegui que foi uma das equipas sensação da Liga Espanhola na temporada transacta. Gudelj, Banega, Suso, Óliver, Franco Vázquez e Jordan correspondem ao desejo do seu treinador de ter um perfil de jogador capaz de se mostrar confortável em posse, progredir de forma apoiada e sem risco encostar os adversários ao seu primeiro terço. E é em zonas de criação que o argentino Ocampos, com o seu drible e definição cria para que Luuk de Jong coloque a última pincelada em cada quadro colectivo do 4x3x3 de Lopetegui.

Um carrossel de futebol pleno de domínio territorial e procura de estrangulamento no momento pós perda, que tanto sucesso obteve na temível liga Espanhola, enfrenta agora um Inter de grande definição tática e com uma frente de ataque de nível mundial.

Um autêntico confronto de titãs de Liga Europa com promessa de competitividade, futebol espetáculo e golos.

 

Necaxa vs Santos Laguna

Uma vitória e dois empates em cinco jogos é o registo de ambos os conjuntos que se defrontam já debaixo de dificuldades.

O Nexaca do mexicano Luis Sosa enfrenta problemas na sua fase de criação ofensiva, embora o criador Cabrera possa surgir a alimentar a preceito os avançados centro Delgado e Passerini. O 4x4x2 losango com que se apresenta sofrerá dificuldades no momento defensivo para segurar o ímpeto ofensivo dos laterais contrários. Van Rankin à esquerda e sobretudo o jovem Jonatan Díaz à direita trarão dificuldades de encaixe nas saídas e na chegada a zonas de criação do Santos Laguna, e obrigarão os médios da equipa da casa a um maior desgaste para controlar os espaços laterais do campo.

Será previsivelmente a investir fortemente no contra ataque, com Diego Valdés a procurar receber no pé para lançar a aceleração de Eduardo Aguirre que o Laguna do Uruguaio Guilherme Almada se apresentará no campo de um rival que fica ainda mais desconfortável no seu processo ofensivo quando os espaços se encurtam.

Promessa de um jogo intenso, de correria, e mesmo que nem sempre bem jogado, de entretenimento garantido pela competitividade.

 

Beijing Guoan vs Shanghai SIPG

Jogo grande no Grupo B na Liga Chinesa. O líder Beijing (13 pontos) recebe o 2º classificado, o Shangai de Vítor Pereira que soma 11 pontos.

A equipa de Bruno Génésio tem a particularidade de partir de um 4x4x2 em momento defensivo, e se sentir confortável não apenas em posse, mas também quando tem de baixar linhas e a partir do momento em que recupera a bola lançar os seus contra ataques definidos pelos velozes Bakambu e Alan, enquanto Jonathan Viera define em zonas de criação o ascendente colectivo da equipa da casa.

Do outro lado o Shangai de um Vítor Pereira cada vez mais audaz e estratégico, que dá enorme ênfase no plano de jogo. Para a nova temporada surgiu com a particularidade de colocar Oscar nas costas do ponta de lança austríaco Arnautovic, enquanto oferta os corredores laterais à potência de Hulk e Ricardo Lopes.

Em ataque posicional ou em contra ataque, o SIPG procura tornar-se numa obra completa de autor, e se há quem possa destronar o líder, essa equipa é a de Vítor Pereira.

Um jogo de enorme atractividade numa Liga que reúne já um bom lote de individualidades que devem ser seguidas.

 

Bordéus vs Nantes

A primeira ronda da Ligue 1 traz um confronto entre rivais que terminaram a temporada transacta com os exactos mesmos pontos.

Duas equipas em busca de uma época tranquila, com a particularidade de o Bordéus ter trocado de treinador em pleno início de nova época, e ser por hora uma equipa indefinida taticamente.

O Nantes manteve Gourcuff de uma temporada para a outra e o seu 4x2x3x1 deverá surgir bem consolidado depois de uma pré-época bem conseguida, quer exibicionalmente quer nos resultados obtidos.

A velocidade de Bamba, Emond e Moses Simon marcarão um confronto em que até pelo factor casa a equipa do Bordéus deverá assumir a toada do jogo, embora nunca de forma confortável perante tamanha ameaça nas transições ofensivas do seu adversário.

Promessa de um jogo de grande competitividade, mesmo que numa fase embrionária da temporada, e com um Nantes a chegar ao confronto com ideias pouco claras sobre como poderá surgir o Bordéus em campo.

 

Mjondalen vs Rosenborg

Longe do poderio de outrora, o Rosenborg de Trond Herniksen procura chegar ao pódio na Noruega e a partida perante o Mjondalen, que antes das recentes duas vitórias consecutivas enfrentou uma sequência de seis derrotas, é uma oportunidade que não poderá deixar escapar para se aproximar.

Em 4x3x3 com um jogo que procura servir pelo ar o gigante ponta de lança sueco Islamovic, os extremos Holse (jovem dinamarquês) e Ceide, o irreverente norueguês de descendência africana de 18 anos, terão um papel determinante não apenas pela velocidade a que conduzem após os momentos de ganho da bola, mas também no assumir do jogo ofensivo em ataque posicional. É nos corredores laterais e posterior procura da zona de finalização que o Rosenborg procurará chegar ao golo perante um débil mas agressivo Mjondalen.

A equipa da casa fecha-se num 5x3x2 em Organização Defensiva e como tal permite que o central do lado da bola aproxime cobertura ao lateral com o intuito de reduzir um possível impacto dos extremos adversários. Embora capaz de defender em linhas baixas com alguma assertividade, a equipa de Vegard Hansen perde capacidade para sair para o ataque quando se encontra sob o domínio adversário, acabando por se expor por consentir demasiados ataques e demasiada posse aos rivais.

Promessa de um jogo com muita chegada à área. Emoção mesmo que nem sempre criatividade e pensamento.

 

Los Angeles FC vs Los Angeles Galaxy

Pouco mais de um mês depois, os dois clubes de Los Angeles voltam a reencontrar-se para um prometedor dérbi. A gorda derrota por 6 a 2 sofrida às mãos do rival, trouxeram tempos difíceis para o Galaxy e para o seu treinador, o argentino Schelloto.

O 4x3x3 de Bob Bradley que guarda na frente a categoria do jovem uruguaio maravilha Brian Rodríguez, a experiência do inglês Wright-Phillips, e a classe finalizadora do italiano Rossi, parte com vantagem para o confronto frente a um Galaxy bastante longe dos tempos em que reunia boas individualidades e promessas de bom jogo. O argentino Pavón, avançado centro do Galaxy é o elemento diferenciado do conjunto de Schelloto. Todavia, um sistema que afunila demasiado o jogo no carril central, esperando preponderância do nosso conhecido Insúa no processo ofensivo, tem se revelado inócuo e previsível.

Ainda que as forças não se pareçam equivaler na actualidade, o estilo muito próprio de cada um dos conjuntos faz prever mais um jogo de imensa criação.

 

Club America vs Monterrey

O America de Miguel Herrera lidera a Liga Mexicana ao lado do Cruz Azul, mas chega ao confronto com o histórico Monterrey depois de uma copiosa derrota por 4 a 2 no terreno do outsider Querétaro, e ainda perdeu o motor Richard Sánchez por expulsão.

Independentemente do percalço deverá manter a identidade que o guiou até à liderança. Organização em 4x3x3 no momento ofensivo, que se transforma num 4x1x4x1 aquando da perda da bola. O jovem uruguaio Viñas, ponta de lança da equipa da casa, vai destacando-se pela mobilidade, rupturas e destreza com que executa nos espaços mais ofensivos, e será o perigo maior que o Monterrey enfrenterá.

A equipa forasteira parte do 11º lugar mas apenas quatro pontos a distam da liderança e embora não venha de vitórias, tem tido o condão de não perder as suas partidas.

Em 4x3x3 com o espantoso Krannevitter a coordenar todo o processo ofensivo partindo da posição seis, e com o holandês ex Tottenham Jansen, com o ex Benfica Funes Mori, e com o veloz colombiano Hurtado na frente de ataque, a expetativa é que a equipa de Antonio Mohamed dê um salto qualitativo no seu jogo e apanhe o comboio da frente. No campo do América poderá ter menos bola, mas nem por isso deverá ser uma equipa menos perigosa, e a espetacularidade do jogo inicia-se precisamente ai.

 

Standard Liege vs Genk

Phillipe Montanier procura melhorar o quinto posto da temporada passada para a equipa da casa, e o início da época não poderia ser mais prometedor depois de dois triunfos. O 4x3x3 do Liege tem a particularidade de garantir presença interior dos extremos e libertar os corredores laterais para as entradas dos interiores ou dos defesas laterais que chegam em velocidade desde traz.

A procura do espaço interior, alternado com as saídas por fora tem sido uma marca ofensiva de um Liege que se prepara também para controlar o momento da perda pela forma como mantém equilíbrios a quatro, com presença baixa do lateral do lado oposto. Sellim Amallah, o marroquino que ocupa o espaço ofensivo do lado direito do ataque do Liege surge como uma referência óbvia para criar e ainda aparecer a finalizar.

No lado oposto, o jovem alemão Hannes Wolf orienta uma equipa que parte do 4x2x3x1 em organização defensiva, com Daeli, o médio ofensivo, sempre muito preocupado em fechar a primeira ligação interior dos adversários, mas que tem nas suas saídas rápidas elaborada pelo japonês Junya Ito à direita e pelo belga Bongonda à esquerda o momento mais forte para chegar ao golo.

Duas equipas de matriz tática e individualidades de nível similar, prometem um jogo atrativo pela intensidade física que promete, mesmo que estejamos numa fase embrionária da época.

 

Anderlecht vs Mouscron Peruwelz

Com o velho conhecido dos portugueses Franky Vercauteren, o Anderlecht procura voltar a tempos idos em que era uma equipa competitiva e poderosa no futebol belga.

O arranque na Liga somando quatro pontos em dois jogos e apresentando uma dinâmica ofensiva bem aprazível, assente no seu 4x3x3 e na velocidade do ponta de lança Dimata, e do jovem e irreverente extremo de 18 anos Doku, trouxe promessas de futebol veloz, agressivo e com sentido de baliza adversária bem definido, e a partida que oporá os donos da casa ao Mouscron, orientado pelo francês Fernando da Cruz, tem o aliciante de ser marcado pela matriz ofensiva de uns e a cultura defensiva dos forasteiros, que mesmo tendo tido um arranque em falso na Liga, demonstraram organização e capacidade para fechar os espaços até à baliza do bem conhecido Koffi, valoroso ex guardião do Belenenses.

Expectativa de um confronto de ideologias entre o ataque desenfreado e veloz e a defesa acérrima da própria baliza.