Neste Camarote já mostrámos que adoramos histórias de superação, daquelas de levar às lágrimas.

Mas também apreciamos um certo tom trágico que acaba por afetar a vida de dezenas de artistas do desporto por esse mundo fora.

 

Keeler, colega de Phelps e apoiante de Trump

Klete Keller, antigo medalhado olímpico norte-americano em natação, foi considerado culpado nos ataques ao Capitólio que aconteceram no início deste ano.

Portanto, foi apanhado num frame de um vídeo gravado durante a invasão, logo ele que está treinado (aliás, mais do que treinado) a fugir da multidão só para chegar à meta mais depressa.

 

 

É triste mas ao mesmo tempo percebe-se.

O antigo colega de Michael Phelps foi sem-abrigo, tornou-se apoiante de Donald Trump e agora pode acabar atrás das grades.

Vidas difíceis.

Estava como peixe fora da sua água.

 

Alan Camsell, um avô na baliza

E como o leitor bem sabe, além de tragédias, gostamos de pessoal da terceira idade.

Há um guarda-redes do País de Gales com 88 anos.

 

 

Alan Camsell joga pelo Penrhyn Bay Stollers FC. Joga com os netos e com antigos colegas de equipa.

Começou aos 40 anos de idade.

Ronaldo quê?

 

Pacquiao a presidente

E já agora, numa semana em que muito se falou de política, falemos de Manny Pacquiao, que diz que se vai reformar para se focar na carreira política.

É senador nas Filipinas e quer concorrer à presidência em 2022.

 

 

“O boxe deu-me a oportunidade de lutar para fugir à pobreza”, disse, citado pela BBC.

Muito bem.

Sai com 62 vitórias, oito derrotas e 2 empates.

Mas este último resultado não pode acontecer nas eleições.

Já tivemos um presidente comediante na Ucrânia, um mais palhacito lá para os EUA e agora teremos um presidente-pugilista.

Põe-te a pau, Marcelo, não te metas com selfies nas Filipinas. Ainda te arriscas a levar um banano…

 

A frase da semana

«A vitória não é histórica. Para mim, histórico é ganhar um título»

Jorge Jesus, senhor e rei do jogo de ontem do Benfica diante do Barcelona. 3-0, puff, puff, pólvora seca, toma lá disto. Qualquer adepto português não pode ficar indiferente. E isto não é nenhum episódio de nacionalismos. É que vitórias valem pontos na UEFA, milhões para as equipas e mais não sei o quê. E depois da derrota (com estrondo) do FC Porto e da derrota (com menos estrondo) do Sporting, convinha as águias salvarem as honras. E salvaram.

 

A sugestão da semana:

Todos precisamos de serenidade na nossa vida.

Agora que o mundo começa a retomar a sua normalidade – e os estádios a permitir máxima lotação – vamos sugerir um documentário para irmos com calma.

“Being Serena” da HBO.

Chegou lá sozinho?

Boa, não precisamos de explicar.

Este é uma série documental de 2018 que segue a vida da g-r-a-n-d-e tenista que é a Serena Williams.

 

 

Mais: parece que a Amazon já está a tentar fazer um novo documentário sobre a tenista norte-americana que venceu 23 títulos de Grand Slam.

Ou seja, a sugestão desta semana é um dois em um, break point para o leitor.