Um desportista mundial, reconhecido em qualquer parte, pode, muitas vezes, tornar-se no epicentro de uma ampla discussão.

Desta vez foi a tenista japonesa Naomi Osaka que se recusou a ir às conferências de imprensa em Roland Garros e, graças a isso, foi excluída do torneio francês.

Osaka referiu que estava em jogo a sua saúde mental – tema pesado, chutado para canto, que tantos se recusam a discutir porque, lá está, estrelas mundiais não sofrem dessas coisas – e caiu o carmo e a trindade.

 

Roland Garros tem menos encanto na hora da despedida

 

Pedia-se mais sensibilidade (e teve-a, através de múltiplos e interessantes artigos na imprensa internacional) e não a conseguiu.

«Não me vou sujeitar a pessoas que duvidam de mim. Já vi muitas vezes atletas irem-se abaixo, após uma conferência de imprensa a seguir uma derrota»

Assim, duro e cru, que é para todos ouvirem bem. Agora já sabem jornalistas deste planeta azul, mais respeito!

 

Jardel descalço

Quem parece também não ter qualquer respeito pelo desporto, neste caso pelo futebol, são os ladrões das duas chuteiras de ouro da UEFA que pertencem a Mário Jardel, antiga estrela do Sporting e do FC Porto.

 

https://twitter.com/CabineSport/status/1400199360646946821

 

Segundo o mesmo, dois assaltantes resolveram levar a bota de Ouro, chuteira de prata e outra Bota de Ouro da casa de Jardel.

A naftalina, desta vez, não subiu.

Um episódio triste na vida da lenda do futebol português.

Até que…

 

 

Sai e entra

Terminamos com outro tipo de roubo: aquele que está acontecer em diferentes clubes de futebol.

Bruno Lage vai para o Wolves, Carlo Ancelotti regressa seis anos depois ao Real Madrid, Rui Vitória fugiu para a Rússia, Jorge Jesus fugiu para a toca da toupeira da Luz e Sérgio Conceição ia comer pizzas para Nápoles só que não.

 

 

Ah! E Leonardo Jardim no Al Hilal.

Enfim.

E há muitas mais trocas para observar.

Dantes eram os homens e mulheres em campo que davam que falar, agora são os que estão no banco. Vai ser um verão divertido.

 

A frase da semana

«Vencer um primeiro jogo é muito difícil e algo muito importante mas não vencer não é desastroso»

Quem fala é o engenheiro do Euro’16 e, por isso, mesmo que soe a banalidade, todo o respeito lhe deve ser dado. A verdade é que Portugal está prestes a começar a defender o título e tem logo França e Alemanha pela frente. Não será desastroso perder, não, mas aí o Éder não os vai poder fo…

 

Sugestão da semana:

É difícil que a história bonita e atabalhoada de 2016 não se volte a repetir, mas Portugal vai mesmo defender o caneco do Euro. Logo, mais vale rever a nossa caminhada francesa rumo ao título.

E, em especial, claro, ah pois claro, o golo de Éder contra a França na final.

 

 

Há várias versões do golo, relatadas de maneiras diferentes. São emocionantes, divertidas e toscas. Ficará para sempre uma pergunta: mas, afinal, que é feito deste herói?

A história, pelos vistos, consegue ser cruel.