O regresso da Bundesliga volta a colocar os olhos, já meio adormecidos, nas grandes promessas que podem agitar o mercado deste verão. Hoje vamos falar de mais uma dessas promessas: Giovanni Reyna.

É, com apenas 17 anos, uma das grandes promessas do Borussia Dortmund. É americano – mas com passaporte português – e, desde julho do ano passado que anda de camisola amarela em terras bávaras. O pai, Claudio Reyna, também já tinha pai passado pelo campeonato alemão – pelo Bayer Leverkusen e Wolfsburg – e realizou 112 jogos de braçadeira norte-americana no braço. É, hoje em dia, director desportivo do Austin FC.

Até a própria mãe, Danielle Reyna, jogou futebol, vestindo a camisola da seleção nacional norte-americana.

O ESPN fez as contas: o médio demorou exatamente 17 anos e 83 dias até marcar o primeiro golo ( e que golo) num dos grandes campeonatos mundiais: frente ao Wender Bremen, depois de saltar do banco aos 66’. É certo que toda a gente fala do fenomenal atacante, Erling Haaland (9 golos em oito jogos, logo na estreia) mas apostamos já aqui 50 euros em que não sabiam que o atacante do Borussia era o “motorista pessoal” de Giovanni. E porquê? Porque o americano ainda não tem idade para tirar a carta.

 

Agora que foi para longe dos pais, para além dos obstáculos que encontra em campo, Giovanni também ainda não percebeu como funciona uma máquina de lavar na Alemanha, como revelou à ESPN. É que a mãe vigia a alimentação do filho, mas também lhe dá na cabeça quando vê Giovanni mais preguiçoso em campo – ou pelo menos dava, quando moravam todos juntos.

“Ela olha mais para o esforço. Se eu tivesse tido um treino mau levava nas orelhas no carro”, confessa. Já o pai, pode dizer-se que é um pai babado: “é muito mais atleta do que eu, marca muitos mais golos. É muito técnico e tem um bom sentimento pelo jogo. Tem um óptimo pontapé livre. A Danielle corria muito e ele também”, confessou Claudio Reyna, citado pelo site oficial da Bundesliga.

Ou seja, para todos os que estão a ler e a achar que o pai é que era severo, desenganem-se alminhas machistas.

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Mas a vida de Giovanni não foi só feita de esforço e de grandes conquistas. Em julho de 2012 perdeu um irmão mais velho, Jack, vítima de cancro aos 13 anos de idade – o que fez com que o prodígio americano tatuasse o seu nome no braço direito.

Uma última nota: Reyna poderia jogar por Portugal, mas não quer. Poderia também jogar por Inglaterra (porque nasceu lá) ou Argentina (por causa do lado familiar paterno), mas também não quer

Começou a formação na terra do Uncle Sam, pelo New York City FC, depois andou a brilhar na Generation Adidas Cup (sub-17, mas Reyna só tinha 14 anos) e no Torneo delle Nazioni (sub-15) Vai vestir a bandeira dos Estados Unidos – até porque já o fez nos escalões de formação – e, quem sabe, um dia, terá de cumprimentar Donald Trump.

Quer dizer, a não ser que o presidente dos EUA oiça as palavras de Patrick Vieira, antigo treinador de Giovanni no NYCFC, que disse que o americano jogava de forma semelhante a David Trezeguet. E para um presidente tão americano, não sabemos se as palavras lhe vão cair bem.

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