Antes da partida do GP da Áustria os pilotos uniram-se contra o racismo e ajoelharam-se durante o hino da prova que seria ganha por Valtteri Bottas. Bom, todos não, apenas 6 dos 20 pilotos aderiram ao protesto.

O holandês Verstappen (Red Bull), o monegasco Leclerc (Ferrari) o italiano Giovinazzi (Alfa Romeo), o espanhol Sainz (McLaren), o finlandês Raikkonen (Alfa Romeo) e o russo Kvyat (AlphaTauri) recusaram-se a fazer o gesto.

Apesar de não se ajoelharem vestiram todos uma t-shirt a dizer “Fim ao racismo”. A única exceção foi Hamilton, que usou a frase “Vidas negras importam”.

O ajoelhar é um gesto de protesto que se repete em todo o mundo cujos protestos se intensificaram com a morte do norte-americano George Floyd, o homem negro que morreu asfixiado por um polícia branco em Minneapolis, nos EUA, no dia 25 de maio.

Nas redes sociais, a F1 divulgou vídeo com o momento do protesto. “Como indivíduos escolhemos a nossa própria maneira de apoiar a causa. Como um grupo de pilotos e uma família F1 mais ampla, estamos unidos em seu objetivo”.

Na véspera da corrida, durante uma reunião entre os pilotos, não houve consenso sobre a realização do ato.

“Eu descrevi o cenário em que o silêncio é geralmente cúmplice. Mas acho que faz parte de um diálogo, de pessoas que estão a tentar perceber porque ainda existem pessoas que não percebem completamente o que está a acontecer e qual é a razão destes protestos”, disse Hamilton, hexacampeão e o único piloto negro da F1.

 

View this post on Instagram

Today was an important moment for me and all the people out there who are working for and hoping for change. For a more equal and just society. I may get criticism in the media and elsewhere, but this fight is about equality, not politics or promotion. To me it was an emotional and poignant chapter in the progress of making F1 a more diverse and inclusive sport. I want a better future for our generation and the ones after us. There is so much that needs to be done. No one is perfect but if we all chip in and do our part, we can see change. I truly believe that. Thank you to my team for their incredible support and hard work this weekend and thank you to all who supported. Let’s keep pushing, guys. See you next week. Love. #EndRacism #BlackLivesMatter

A post shared by Lewis Hamilton (@lewishamilton) on

 

 

Atrás de Schumacher

Hamilton vai tentar esta temporada o sétimo titulo na F1 e tentar igualar o recorde do ex-piloto alemão Michael Schumacher. Mesmo com este objetivo, o piloto britânico tem-se desdobrado em ações para a que a competição se torne mais inclusiva.

Foi um dos seus pedidos que passou o carro da Mercedes para esta época para a cor preta em vez do prata utilizado hitoricamente pela marca.

 

O carro negro da Mercedes contra o racismo

 

 

Bottas a abrir

Na abertura da temporada que marca os 70 anos da F1, Hamiton temirnou em segundo, atrás de seu companheiro na equipa Valtteri Bottas. Punido com a perda de 5 segundos por um toque em Alexander Albon, o britânico acabou por cair para o quarto lugar.

A punição ainda durante a corrida foi a segunda que Hamilton sofreu neste fim de semana. Após uma reclamação da Red Bull, foi penalizado por ignorar uma bandeira amarela na parte do final do treino de qualificação no sábado – por isso, o britânico perdeu a segunda posição na grelha de partida e partiu em quinto.

Com Hamilton castigado, Leclerc (Ferrari) ficou com o segundo lugar da corrida e Norris (McLaren) em terceiro, numa prova sem a presença de público devido à pandemia.