Maradona faz parte dos bad boys do desporto (e isto pode ser elogio).

Passou pelo futebol como uma espécie de criatura rebelde, mal comportado à mesa. Daquelas figuras que os pais querem à força afastar das filhas certinhas.

Escolhemos uma lista de 10 bad-boys do deposrto e Maradona parece bem acompanhado.

  • Muhammad Ali
  • John McEnroe
  • Mike Tyson
  • Dennis Rodman
  • George Best
  • Charles Barkley
  • Zinedine Zidane
  • Eric Cantona
  • Alex Higgins
  • Sebastien Chabal

O que é que têm em comum?

São todos grandes desportistas e com muito poucas maneiras dentro do terreno de jogo (e a coisa pode piorar fora dele).

Como num filme clássico, há os heróis e os vilões. Alguns são ambos. É o caso destes. O público idolatra-os, os fãs admiram-nos, amam-nos e ao mesmo tempo seguem-nos fora da arena de desporto. Ficaram famosos pelas maravilhas que faziam dentro de campo mas também pelo que fizeram no fim dos jogos.

 

 

Droga, droga, droga

Maradona começou a ingerir heroína regularmente quando se transferiu para o Barcelona em 1982. Este hábito continuou quando foi para Nápoles em 1984.

Rumores começaram a circular naquela época que o então ídolo napolitano se tinha tornado membro da Máfia e conhecia pessoalmente vários membros da Camorra.

A idolatria pelo camisola 10 nunca esmoreceu e as desoras de Diego eram aceites pelos adeptos do Nápoles, que permitiam que este treinasse quando e onde quisesse (ou não treinasse de todo).

O clube ainda o multaria em 70 mil dólares, mas Maradona deixaria o emblema italiano em desgraça em 1991 depois de vários escândalos e assumindo a sua dependência das drogas (que o obrigou a uma suspensão de 15 meses).

 

 

Expulso do Mundial e disparos contra jornalistas

Maradona foi expulso do Mundial dos EUA em 1994 depois de ter testado positivo em efedrina.

Mesmo depois da reforma continuou a fazer manchetes e, assediado por jornalistas, chegou a disparar contra uns. Num outro caso, tentou atropelar um repórter quando este o tentatva entrevistar no carro.

Em 1998 recebeu uma longa (mas suspensa) sentença de prisão por aqueles disparos contra os jornalistas.

 

 

Fidel tatuado na perna (e Che no braço)

Na política Maradona sempre foi um microfone aberto e as suas opinões fluíram públicas: anti-americano e fazendo alarde da sua amizade com Fidel Castro e Hugo Chávez, mundialmente conhecidas.

Foi em Cuba que Maradona participou de um programa de reabilitação para curar o vício em cocaína. Já na Argentina, foi também submetido a um tratamento médico por causa da dependência do álcool numa clínica de Buenos Aires.

Em 2000 teve um ataque cardíaco e voltou a Havana para se tratar e, em 2004, pesando mais de 100 quilos, foi acometido de outra crise cardíaca deixando-o às portas da morte.

Funcionários do governo italiano afirmaram em março de 2009 que Maradona deve 37 milhões de euros às finanças de Itália por impostos em falta: pagou apenas 42 mil euros acrescentando dois relógios de ouro e um par de brincos dourados.

 

60 anos? 60 livres diretos