A final da Taça de Portugal vai colocar frente a frente o já campeão Porto ao detentor da Supertaça que é o Benfica. Ambos procuram a “dobradinha”, cada um à sua maneira.

De um lado o campeão nacional com matriz tática bem assente no seu 4x4x2 – foi sempre assim nos desafios contra o Benfica, preparado para um jogo de pressão intensa sobre as saídas encarnadas que possam levar o jogo para a dimensão física que tanto o beneficia, enquanto do outro um Benfica perdido no caminho.

Não mudou substancialmente pós partida de Bruno Lage, mas alterou as suas peças. Veríssimo opta por jogadores de maior capacidade defensiva, capazes de também eles recuperarem bolas e equilibrarem o jogo no plano defensivo. É assim que se justifica a presença de Gabriel, Cervi e Seferovic.

Tornou-se mais competente defensivamente a equipa encarnada, também com a presença de Jardel, que veio aumentar níveis competitivos em todos os momentos defensivos do jogo, porém, com a saída de Rafa e Vinícius da equipa perdeu ainda mais na capacidade de definição.

Final da Taça fora do Jamor? É a sexta vez

 

Consegue roubar mais bolas, mas não as aproveita a preceito.

Do Porto chegará uma equipa altamente preparada do ponto de vista estratégico para aproveitar os pontos débeis do Benfica.

Será expectável portanto o 4x4x2 com Marega como avançado direito, precisamente para explorar as costas do centro esquerda da defesa dos encarnados – Espaço onde criou dois dos golos com que o Porto venceu o Benfica na temporada.

Ao contrário de outros clássicos, não é expectável um jogo de grandes recortes técnicos, mas antes de competitividade, entrega, fecho de espaços e roubo de bolas, com o resultado a surgir em forma de detalhe.

E ai, pelas bolas paradas de Alex Telles e pelas cavalgadas de Moussa Marega, o maliano que marcou em 3 dos 4 jogos grandes da Liga NOS, o FC Porto tenderá a estar mais preparado para triunfar.