O Benfica desloca-se à Amoreira em trânsito para a final da Taça.

 

O sistema de duas mãos favorece inevitavelmente a equipa teoricamente mais forte e se a equipa de Bruno Pinheiro é uma das grandes surpresas do ano em Portugal, não é menos verdade que as duas derrotas consecutivas aos pés do Arouca e da Académica condicionam estado de espirito e confiança.

Além de que a última partida ficou marcada pela expulsão do veloz Harramiz, que assim falha o confronto com o Benfica de Jesus.

 

Duelo de 4x4x2 em Organização Defensiva

Se a defender as equipas aparecerão bastante similares nas suas ideias sem bola – 4x4x2, pressing constante na saída de bola, linhas juntas aquando da entrada do adversário no meio campo ofensivo – será pelo que farão com bola que o jogo ganha interesse e emoção.

Boavista, Rio Ave e Marítimo: O Estoril já deixou 3 equipas da Liga NOS para trás. Segue-se o Benfica?

A equipa da linha privilegia a chegada apoiada e tal permitirá ao mesmo tempo bom jogo e boas jogadas, mas também possibilidades para que o pressing encarnado resulte em recuperações altas e momentos para poder acelerar, com Darwin a encontrar campos mais abertos – precisamente as condições onde poderá fazer mais diferença.

 

Lucas Veríssimo. Um central no lugar certo (?)

 

No lado canarinho, Crespo é o médio centro que pensa e executa como um grande, e dos seus “lançamentos” o Estoril ganha chegada perigosa ao último terço.

A equipa de Jesus beneficiará de possíveis recuperações altas, mas também em ataque posicional contará com um novo Everton Cebolinha, mais confiante e capaz de ter impacto no processo criativo.

Embora previsivelmente o Estoril possa equilibrar a partida, é expectável que o Benfica se imponha já desde a primeira mão, aproveitando até a identidade canarinha que encaixará no momento em que os encarnados podem ser mais fortes – acelerar com espaço.